Não há provas de que avião se partiu no ar, diz ministério

O Ministério de Aviação Civil do Egito informou que não havia fatos para fundamentar afirmações de autoridades de que aeronave que caiu no Egito se partiu no ar

Cairo – O Ministério de Aviação Civil do Egito informou nesta terça-feira que não havia fatos para fundamentar afirmações feitas por autoridades russas de que uma aeronave russa que caiu no sábado na Península do Sinai, no Egito, se partiu no ar.

O porta-voz Mohamed Rahmi confirmou que não houve pedido de socorro antes da queda, que deixou espalhados por mais de 3 quilômetros os destroços do Metrojet Airbus 321, que levava turistas russos do resort de Sharm el-Sheikh, no Mar Vermelho na região do Sinai, de volta para São Petersburgo.

“Não foram gravadas comunicações do piloto pedindo qualquer coisa no centro de navegação”, disse à Reuters.

Rahmi disse que a equipe de investigação –liderada pelo Egito e auxiliada por especialistas da Rússia, da fabricante Airbus e da Irlanda, onde o avião está registrado– retornou ao local do acidente na manhã desta terça-feira.

Assim que as investigações no local forem finalizadas, provavelmente mais tarde nesta terça-feira, os especialistas irão focar na análise de conteúdo dos gravadores da caixa preta, disse Rahmi.

Fontes no comitê de investigação disseram que os gravadores estão em boas condições e devem conter evidências.

Rahmi disse que ainda não há provas de que o avião se partiu durante o voo. “Este pode ser um longo processo e não podemos falar sobre os resultados enquanto continuamos”, disse.

No entanto, o não recebimento de um pedido de socorro e o fato de os destroços estarem espalhados por uma grande área, sugerem para muitos especialistas uma queda abrupta. Teorias variam de um ataque a míssil, ou uma bomba a bordo, ou falhas estruturais.

Um grupo militante egípcio sediado no Sinai e aliado ao Estado Islâmico reivindicou responsabilidade no sábado pela queda do avião, afirmando que derrubou a aeronave em resposta à intervenção militar russa na Síria em apoio ao presidente Bashar Al-Assad contra rebeldes, incluindo os do Estado Islâmico.