Mike Pence faz sua última parada na América Latina

Ele se reúne, às 18h, com o presidente panamenho Juan Carlos Varela e com a chanceler Isabel Alvarado

Depois de passar por Colômbia, Argentina e Chile, o vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, chega ao Panamá nesta quinta-feira — o último destino de sua semana de viagem pela América Latina. Ele se reúne, às 18h, com o presidente panamenho Juan Carlos Varela e com a chanceler Isabel Alvarado. Os principais assuntos a serem tratados são narcotráfico e migração ilegal.

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Assim como na Argentina quanto no Chile, houve protestos de grupos de esquerda criticando o governo americano, que tem fechado barreiras a imigrantes, incitado guerras e sido condescente com manifestações de ódio. Pence tem tentado amenizar os ânimos, e mostrar que prefere a paz para resolver problemas diplomáticos.

Na sexta-feira, no início da tarde, Pence visita a obra de ampliação do canal do Panamá — inaugurado originalmente em 1914 pelos Estados Unidos, para ligar o Atlântico ao Pacífico. O Panamá tem sido chave para uma das questões que Pence tem trabalhado ao longo de toda a viagem: a crise política na Venezuela. Dois juízes venezuelanos opositores ao regime de Nicolás Maduro estão asilados na embaixada panamenha em Caracas.

Enquanto estava na Colômbia, Pence afirmou que quer acabar com “a tragédia da tirania” na Venezuela, por meios pacíficos. Tanto o presidente Nicolás Maduro quanto funcionários e oficiais do governo estão recebendo sanções do governo americano. Durante sua passagem por Santiago na quarta, Pence também defendeu o corte de relações com a Coreia do Norte — e incentivou que Brasil, México, Peru e Chile ajudem a isolar Kim Jon-un.

Mike Pence passou uma semana fora da Casa Branca, mas foi questionado diversas vezes sobre as declarações polêmicas do presidente Donald Trump — que sinalizou para uma possível intervenção militar na Venezuela e defendeu a manifestação nazista em Charlottesville. Pence tem evitado criticar o chefe, ainda mais com seu nome sendo colocado pelos próprios republicanos como opção para as próximas eleições presidenciais em 2020. Até lá, seu papel de a voz sensata dos Estados Unidos deve ser posto à prova em inúmeras ocasiões.