Microsoft vs. Trump; Merkel e Erdogan…

Em prol da liberdade

O presidente americano, Donald Trump, se defendeu das críticas que vem recebendo por ter proibido a entrada de imigrantes de países de maioria muçulmana nos Estados Unidos. Críticos no país e no exterior acusam o republicano de desrespeitar a liberdade religiosa prevista na Constituição americana, mas, para o presidente, a medida ajuda justamente a defender esse direito, já que muitos imigrantes estariam tentando entrar nos Estados Unidos para “espalhar violência” ou “oprimir outras pessoas com base em sua fé”. Por causa do decreto, imigrantes de sete países de maioria muçulmana não podem solicitar vistos por pelo menos 90 dias — o prazo é de 120 dias para refugiados e perpétuo para sírios.

Microsoft quer imigrantes

A empresa de tecnologia Microsoft enviou uma proposta ao governo americano pedindo que imigrantes dos países barrados possam entrar e sair dos Estados Unidos normalmente caso possuam visto de estudante ou de trabalho válidos e não tenham cometido nenhum crime. Assinada pelo presidente da Microsoft, Brad Smith, a carta foi enviada ao secretário de Estado, Rex Tillerson, e ao secretário de Segurança Nacional, John Kelly. Altamente dependentes de mão de obra estrangeira, outras empresas de tecnologia, como a Alphabet, a Apple e a Amazon, já criticaram o decreto de Trump.

As grosserias telefônicas de Trump

Trump também respondeu aos boatos de que teria “humilhado” o presidente mexicano, Enrique Peña Nieto, em uma ligação telefônica no sábado 28. No mesmo dia, Trump também conversou com Malcolm Turnbull, primeiro-ministro australiano, e teria dito diretamente ao colega que, entre as conversas daquele dia, o diálogo com Turnbull teria sido “o pior de todos”. “Quando ouvirem sobre as conversas telefônicas duras que ando tendo, não se preocupem”, falou, sem especificar a quais conversas se referia. “Praticamente todas as nações do mundo tiraram vantagem de nós. Isso não vai acontecer mais”, disse.

Muro em dois anos

O secretário de Segurança Nacional americano, John Kelly, disse esperar que o muro a ser construído na fronteira com o México fique pronto em dois anos. “O muro será construído primeiro onde é mais necessário”, disse. Quase um terço dos 3.200 quilômetros da fronteira já contava com barreiras. Os líderes republicanos da Câmara, Paul Ryan, e do Senado, Mitch McConnell, estimam que o novo muro custará de 12 bilhões a 15 bilhões de dólares. Trump anunciou um imposto sobre produtos mexicanos para pagar os custos.

Merkel pressiona Erdogan

A chanceler alemã Angela Merkel chegou à Turquia nesta quinta-feira para uma visita ao presidente turco, Recep Tayyip Erdogan. Em entrevista ao lado de Erdogan, Merkel afirmou que “a separação dos poderes e a liberdade de expressão devem ser garantidas” na Turquia. O presidente turco decretou estado de emergência e já prendeu mais de 40.000 jornalistas e opositores desde uma tentativa de golpe militar que tentou retirá-lo do cargo em julho. Em resposta, Erdogan disse que as críticas “não tem absolutamente nenhum fundamento”. Os dois líderes também discutiram o pacto migratório firmado entre os países no ano passado, no qual a Turquia se compromete a barrar a entrada de imigrantes na União Europeia.

Escócia resiste

O parlamento da Escócia anunciou que vai realizar na próxima terça-feira 7 sua própria votação sobre disparar ou não o artigo 50 da Constituição Europeia, que dá permissão à premiê britânica Theresa May para iniciar o Brexit, processo de saída do Reino Unido da União Europeia. Embora a aprovação do parlamento escocês não seja obrigatória, o ato é um claro recado de que os escoceses, que votaram majoritariamente contra o Brexit, desejam manter laços com a UE. A Escócia decidiu em 2014 continuar sendo parte do Reino Unido, mas um dos principais argumentos era justamente o acesso ao livre-mercado europeu. Sem a União Europeia, líderes do país ameaçam realizar um novo referendo para reavaliar a ideia.

Samsung nos EUA?

A empresa de tecnologia coreana Samsung planeja construir uma fábrica nos Estados Unidos para a produção de seus utensílios para casa, segundo fontes próximas à empresa. Se confirmada, a nova obra iria ao encontro da política de incentivo de Trump de manter fábricas dentro dos Estados Unidos. No Twitter, o republicano respondeu: “Obrigada, Samsung! Nós adoraríamos ter vocês”. Em janeiro, outra empresa de tecnologia, a LG, também anunciou que planeja construir uma fábrica em território americano.

Chinesa avança na Europa

A empresa química ChemChina, estatal chinesa, está perto de conseguir aprovação das autoridades regulatórias da União Europeia para confirmar a compra do grupo de pesticidas suíço Syngenta, por 43 bilhões de dólares. Seria a maior aquisição de uma companhia chinesa fora do país da história. A UE estabeleceu abril como prazo final para tomar uma decisão sobre o tema.