Mãe das marchas; Eleições em Londres…

A mãe das marchas

A oposição venezuelana liderou nesta quarta-feira o maior protesto contra o governo do presidente Nicolás Maduro. No que vem sendo chamado de “mãe das marchas”, milhares de pessoas foram às ruas de Caracas e de outras cidades do país e entraram em confronto com a polícia e com apoiadores do governo armados. Pelo menos duas pessoas morreram baleadas, um estudante de 18 anos e uma mulher de 24. Na segunda-feira, Maduro convocou o Exército para uma cerimônia, onde recebeu “apoio incondicional”. Os protestos contra o presidente se intensificaram nas últimas semanas após a Suprema Corte da Venezuela, aliada de Maduro, tentar controlar a Assembleia Legislativa, de maioria oposicionista.

Sala de comando

Em uma reunião na Organização dos Estados Americanos (OEA), o vice-ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Samuel Moncada, acusou os Estados Unidos de serem a “sala de comando” para orquestrar com a oposição um “golpe de Estado” no país. O representante americano na OEA disse que as acusações são “infundadas” e o secretário de Estado americano, Rex Tillerson, afirmou estar “preocupado” com violações da Constituição por parte de Maduro.

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Reino Unido: eleições aprovadas

O Parlamento britânico aprovou nesta manhã a proposta da premiê Theresa May de antecipar para 8 de junho as eleições gerais no país, anteriormente marcadas para 2020. Apenas 13 parlamentares votaram contra. May disse que a eleição é “necessária” para garantir estabilidade ao país. Analistas apontam que o objetivo da premiê é reiterar seu apoio popular e aumentar sua base no Parlamento. O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, conversou com May após o resultado e seu porta-voz disse que a antecipação não vai interferir no cronograma das negociações do Brexit — saída do Reino Unido da União Europeia —, previstas para começarem em junho.

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Mais sanções, por favor

O presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, pediu ao presidente americano, Donald Trump, que mantenha “firmes” as sanções contra a Rússia, porque, sem elas, “os tanques russos estariam mais disseminados na Europa”. As sanções americanas contra empresários russos e o governo do presidente Vladimir Putin começaram em 2014 por causa da anexação da Crimeia, ex-território ucraniano.

Novas provas contra Putin?

Oficiais americanos revelaram à agência Reuters que os serviços de inteligência encontraram documentos de um instituto controlado por Vladimir Putin contendo planos para interferir nas eleições dos Estados Unidos. O projeto incluía distribuição de propaganda pró-Trump, candidato visto pelo Kremlin como mais favorável à Rússia. O FBI, o Congresso e outras instituições americanas investigam uma possível interferência do governo russo no pleito de 2016.

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Referendo segue valendo

A Justiça eleitoral da Turquia rejeitou o pedido da oposição de anular o referendo que alterou o sistema do país de parlamentar para presidencial. A oposição contesta uma decisão, feita nos últimos minutos, de permitir que milhões de votos em urnas não seladas fossem contabilizados — observadores internacionais afirmaram que a contagem “contradisse a lei”. No pleito, que aconteceu no domingo, 51,4% dos eleitores votaram a favor da proposta, que aumenta o poder do presidente Recep Tayyip Erdogan.

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Superterra

A Nasa, agência espacial americana, anunciou a descoberta de um novo planeta com possibilidade de conter vida. Batizado de LHS1140b e apelidado de “Superterra”, o planeta está fora do Sistema Solar, mas a uma distância de seu Sol suficiente para possuir água e clima adequados. O pesquisador de Harvard Jason Dittmann, responsável pela descoberta, disse que “dificilmente poderia ser encontrado um objetivo melhor para procurar vida além da Terra”.