Líderes da China iniciam encontro para discutir reformas

O presidente do país e líder do partido, Xi Jinping, já disse que a economia precisa ser mais dependente de consumo e inovação

O Comitê Central do Partido Comunista da China iniciou neste sábado uma reunião de quatro dias para discutir reformas visando impulsionar a economia e combater desequilíbrios gerados por anos de crescimento rápido. Os quatro dias de reunião devem resultar em uma agenda reformista para a próxima década.

A terceira sessão plenária do 18º Comitê Central do partido ocorre a portas fechadas e com mínima publicidade. A agência estatal Xinhua emitiu um relatório confirmando a abertura do encontro, que vai discutir “questões relacionadas ao aprofundamento de reformas”. Se os últimos encontros servem de referência, detalhes não serão divulgados até o fim da sessão, na terça-feira.

As reformas sendo discutidas incluem a criação de mais espaço para empresas privadas, a liberalização do setor financeiro e a facilitação para que chineses rurais se mudem para as cidades, segundo autoridades e a mídia estatal.

O presidente do país e líder do partido, Xi Jinping, já disse que a economia precisa ser mais dependente de consumo e inovação e evitar armadilhas que muitos países de crescimento rápido encontram quando as fontes da expansão se esgotam.

As reformas devem ser graduais, em vez de radicais, segundo analistas. Questões que economistas dizem que precisam ser combatidas ficaram fora da agenda, como a necessidade de tornar as empresas estatais mais competitivas.

Perspectiva

Dados divulgados entre a noite de sexta-feira e a manhã de sábado, porém, sugerem que a economia chinesa não está desacelerando no último trimestre de 2012, como alguns economistas esperavam após o crescimento melhor que o esperado de 7,8% no trimestre anterior. A produção industrial foi o destaque, após ter crescido 10,3% em outubro, mais que a previsão de alta de 10,0%.

O país está perto de alcançar a meta de crescimento de 7,5% este ano, objetivo que parecia estar mais longe em julho. Um crescente número de analistas, no entanto, acreditam que o governo chinês vai reduzir sua meta de crescimento para o próximo ano para 7%.

Uma mudança visando um aperto das políticas está a caminho no mercado interbancário na medida em que o governo tenta gerir uma desaceleração no crescimento em equilíbrio com reformas na economia e as forças que motivam o desenvolvimento chinês.

O resultado da terceira sessão plenária do 18º Comitê Central do Partido Comunista, que termina na terça-feira, pode ser crucial para determinar o sucesso do governo com esses objetivos. Fonte: Dow Jones Newswires e Market News International.