Juncker é eleito presidente da próxima Comissão Europeia

Jean-Claude Juncker foi eleito pelos líderes da União Europeia presidente do próximo Executivo comunitário

Bruxelas - O luxemburguês Jean-Claude Juncker foi eleito nesta sexta-feira pelos líderes da <strong><a href="http://www.exame.com.br/topicos/uniao-europeia">União Europeia</a></strong> (UE) presidente do próximo Executivo comunitário, confirmou o presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy.</p>

“Decisão tomada. O Conselho Europeu propõe Jean-Claude Juncker como próximo presidente da Comissão Europeia”, disse Van Rompuy em mensagem no Twitter.

Juncker – de 59 anos, ex-primeiro-ministro de Luxemburgo e ex-presidente do Eurogrupo – obteve o apoio da maioria dos vinte e oito dirigentes comunitários, apesar da oposição declarada dos primeiros-ministros britânico, David Cameron, e húngaro, Viktor Orban.

Fontes da UE disseram à Agência Efe que “Reino Unido e Hungria votaram contra” a candidatura de Juncker para substituir o atual presidente da Comissão, José Manuel Durão Barroso, que deixará o organismo no final de outubro ou no início de novembro.

Após a aprovação por maioria, o próximo passo é Juncker obter o sinal verde da Eurocâmara por uma maioria de 376 votos a favor, das 751 cadeiras existentes no plenário, em sessão que será realizada em 16 de julho em Estrasburgo (França).

“Disse aos líderes da UE que viverão para lamentar o novo processo para escolher o presidente da Comissão”, afirmou Cameron em mensagem do Twitter durante a reunião. “Sempre defenderei os interesses do Reino Unido”, acrescentou.

Horas antes, Cameron afirmara em seu perfil no Facebook que “há momentos nos quais é muito importante se ater aos princípios e às convicções, inclusive se as probabilidades estão fortemente contra”.

Em sua opinião, “não é justo” que os chefes de Estado ou de Governo eleitos por seus cidadãos “renunciem ao seu direito” de nomear o presidente do Executivo comunitário, “o papel mais importante da Europa”.

Para Cameron, Juncker é uma pessoa “equivocada” por ter estado no “coração do projeto”, como antigo primeiro-ministro de Luxemburgo e presidente do Eurogrupo (ministros de Finanças dos países do euro), para “aumentar o poder de Bruxelas e reduzir os poderes dos Estados”.