Japão encaminha lei que permitirá que imperador abdique ao trono

O governo considera dezembro de 2018 como momento ideal para a mudança, quando Akihito completa 85 anos e três décadas como chefe de Estado

Tóquio – O governo do Japão está perto de aprovar um projeto de lei que permitirá que o imperador Akihito abdique ao trono para cedê-lo ao seu filho, Naruhito, algo que não ocorreu nos últimos 200 anos.

O texto do projeto especial, que modificará o texto da lei imperial que atualmente impede a abdicação, foi aprovado nesta sexta-feira (data local) durante uma reunião convocada pelo primeiro-ministro do país, Shinzo Abe, com os demais ministros.

A lei será enviada hoje mesmo ao Parlamento. O governo espera que a matéria seja aprovada sem obstáculos em junho. Após a aprovação, Akihito será o primeiro imperador a abdicar ao trono desde 1817.

O governo considera dezembro de 2018 como momento ideal para a mudança, quando Akihito completa 85 anos e três décadas como chefe de Estado.

A lei foi escrita especificamente para o caso de Akihito e previne futuras abdicações, dados os problemas enfrentados pela família imperial no plano sucessório.

Esses problemas têm voltado à tona depois de a princesa Mako, de 25 anos e neta de Akihito, ter anunciado há três dias que se casará com um companheiro de universidade, o que a fará perder sua condição de membro da família imperial.

Além de não permitir a abdicação, a lei de 1947 que rege a Casa Imperial eliminou os chamados ramos colaterais, de forma que todas as mulheres da família perdem o status de realeza se casarem com um plebeu, algo que reduziu substancialmente o número de integrantes da dinastia.

Com o casamento de Mako, serão eles serão apenas 18.

Desses 18, somente três são homens com acesso ao trono: o príncipe herdeiro Naruhito, de 57 anos, seu irmão Akishino, de 51, e o filho dele, Hisahito, de 10 anos, e irmão de Mako.