Itália aprova envio de armas a curdos para conter jihadismo

Decisão vem à tona no mesmo dia em que a Alemanha anunciou sua ajuda militar às forças curdas do norte do Iraque

Roma – O governo italiano aprovou nesta quarta-feira o envio de armamento ao Iraque para ajudar às forças da autonomia curda a combater o avanço dos jihadistas do grupo Estado Islâmico (EI).

A ministra italiana da Defesa, Roberta Pinotti, explicou que o material está “constituído por armas automáticas ligeiras e sua munição e (armamento) antitanque”, de fabricação soviética, que foram expropriados em operações há 20 anos durante as guerras dos Bálcãs.

A decisão, aprovada pelas comissões parlamentares de Assuntos das Relações Exteriores e de Defesa, vem à tona no mesmo dia em que a Alemanha anunciou sua ajuda militar às forças curdas do norte do Iraque, tendo em vista que, no último dia 15, a UE deu respaldo às decisões individuais dos Estados-membros nesse sentido.

“O Mar Mediterrâneo e o Oriente Médio estão sendo sacudidos por uma ameaça que também afeta o conjunto da Europa”, afirmou a ministra italiana das Relações Exteriores, Federica Mogherini, após a aprovação do envio de armamento.

Mogherini sustentou que estas “ajudas militares ao Iraque são indispensáveis atualmente”, embora tenha ressaltado que “dificilmente podem constituir uma solução a longo prazo”.

Desta maneira, Itália e Alemanha se somam à iniciativa proposta pela França de armar os combatentes curdos do norte do país.

Além do armamento, que será encaminhado ao Curdistão iraquiano nos próximos dias, a Itália já enviou seis aviões carregados de ajuda humanitária, incluindo 50 toneladas de artigos de sobrevivência, 220 tendas e 400 sacos de dormir.

Nesta quarta-feira, o primeiro-ministro da Itália, Matteo Renzi, se encontra no Iraque, onde mantém reuniões com seu presidente, Fouad Massoum, e com o da região autônoma curda iraquiana, Massoud Barzani, entre outros.