Israel aprova construção de novas casas em Jerusalém Oriental

A comissão deu sinal verde para 98 casas em Ramat Shlomo e 80 em Ramot, onde a comunidade internacional condena as edificações israelenses

Jerusalém – A Comissão Local de Planejamento e Construção da Prefeitura de Jerusalém aprovou nesta quarta-feira a construção de 178 novas casas em colônias israelenses de Jerusalém Oriental e votará vários planos de unidades residenciais este mês, informou o portal “Ynet”.

Segundo a publicação, a comissão deu sinal verde para 98 casas em Ramat Shlomo e 80 em Ramot, onde a comunidade internacional condena as edificações israelenses ao considerá-las assentamentos por estarem localizadas na parte ocupada da cidade.

A ONG israelense Peace Now informou no início desta semana que a Câmara Municipal colocará em votação neste mês vários planos urbanísticos que incluem 1.800 novas unidades em assentamentos e uma nova colônia no bairro palestino de Sheij Yarah.

“A Prefeitura de Jerusalém continuará desenvolvendo a cidade para benefício de todos os seus residentes, árabes ou judeus. Os residentes podem viver em qualquer área que escolherem, sem prejuízo, sempre e quando o fizerem de acordo com a lei”, declarou à Agência Efe um porta-voz municipal sobre os planos previstos para votação.

A ONG israelense assegurou que a comissão tem na agenda vários pacotes de casas nas colônias de Pisgat Zeev, Nof Zion e Gilo, entre outras, além de novos edifícios no bairro de Seij Yarah, que provocariam a demolição de quatro casas e a expulsão de várias famílias palestinas.

A construção nos assentamentos judeus, tanto na Cisjordânia como em Jerusalém Oriental, é considerada pela comunidade internacional um dos maiores obstáculos para a estagnada solução de dois Estados.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, prometeu dois dias após Donald Trump assumir a presidência dos Estados Unidos que permitiria a ampliação de assentamentos na zona oriental da cidade, algo que até então era cerceado pela pressão internacional, especialmente pelo governo do ex-presidente americano Barack Obama