Dólar R$ 3,27 -0,31%
Euro R$ 3,66 0,08%
SELIC 11,25% ao ano
Ibovespa 1,60% 62.662 pts
Pontos 62.662
Variação 1,60%
Maior Alta 9,53% JBSS3
Maior Baixa -1,42% EMBR3
Última atualização 23/05/2017 - 17:20 FONTE

Irã pede à Turquia que “não complique” a situação na Síria

"As declarações não construtivas de dirigentes turcos só complicam anda mais a situação e aumentarão os problemas", disse porta-voz

O Irã pediu nesta quinta-feira à Turquia que “não complique ainda mais” a situação na Síria, depois que o chefe da diplomacia turca responsabilizou os aliados de Teerã por violações do cessar-fogo no país.

“As declarações não construtivas de dirigentes turcos só complicam anda mais a situação e aumentarão os problemas quanto a uma solução política para a crise síria”, declarou Bahram Ghasemi, porta-voz do ministério iraniano das Relações Exteriores.

Na véspera, o chefe da diplomacia turca, Mevlut Cavusoglu, lançou uma advertência de que o novo diálogo de paz para a Síria está em risco, e acusou o governo de Bashar al Assad de violar a frágil trégua promovida por Moscou, Teerã e Ancara.

O cessar-fogo trouxe tranquilidade a muitas localidades do país, mas é ameaçado pelos contínuos confrontos na região de Wadi Barada, nos arredores de Damasco.

As forças do governo, apoiadas pelo grupo libanês Hezbollah, tentam recapturar Wadi Barada, muito importante para o abastecimento de água na capital.

O ministro turco das Relações Exteriores, Mevlut Cavusoglu, pediu ao regime e seus aliados que acabem com “violações” à trégua, advertindo que estão colocando em risco as conversações previstas para este mês em Astana, capital do Cazaquistão.

“Se não pararmos as violações à trégua, o processo de Astana poderá fracassar. Depois do cessar-fogo registramos violações”, disse Cavusoglu à agência estatal Anatólia.

“Quando analisamos quem comete estas violações identificamos o Hezbollah, em particular grupos xiitas, e o regime”, acrescentou o ministro.

O funcionário pediu à Rússia e ao Irã – promotores das conversações em Astana – que pressionem Damasco e o Hezbollah pelo fim dos combates.

Apesar do apelo, os combates persistiam, segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).