Indicado de Trump ao Departamento de Trabalho desiste do cargo

Puzder desistiu do cargo nesta quarta-feira, após receber várias críticas de senadores democratas e republicanos pelo seu histórico empresarial e pessoal

Washington – O indicado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao Departamento de Trabalho, Andrew Puzder, desistiu do cargo nesta quarta-feira, após receber várias críticas de senadores democratas e republicanos pelo seu histórico empresarial e pessoal.

“Após cuidadosa consideração e conversas com minha família, retiro minha candidatura à Secretaria de Trabalho. Estou honrado de ter sido considerado pelo presidente Trump para dirigir o departamento e colocar os trabalhadores e empresas dos EUA no caminho de uma prosperidade sustentável”, disse em nota.

Puzder, de 66 anos, teria uma audiência de confirmação da nomeação amanhã no Comitê de Saúde e Educação do Senado.

A decisão ocorreu depois de líderes republicanos no Senado terem recomendado à Casa Branca para retirar a indicação, já que Puzder não teria os votos necessários para ser aprovado para o cargo.

É a primeira mudança de um indicado por Trump para fazer parte do governo e um novo golpe contra o presidente após a renúncia de Michael Flynn do cargo de assessor de segurança nacional.

Apesar da oposição dos democratas e de grupos civis em relação a outros indicados de Trump, todos tinham conseguido aval do Senado graças à maioria republicana.

Puzder recebeu várias críticas de grupos sindicais pelas práticas trabalhistas implantadas em sua gestão como presidente da companhia de fast-food RKE, que inclui as redes Carl’s Jr. e Hardee’s, cargo que ele ocupa desde 2000.

Além disso, foram reveladas acusações de abusos por parte de sua ex-mulher e que Puzder tinha contratado uma imigrante ilegal para trabalhar em sua casa na Califórnia.

O senador democrata Bernie Sanders elogiou a decisão de Puzder no Twitter e afirmou que “a simples verdade é que, dada as relações com os empregados nas empresas que ele dirigiu, não estava preparado para liderar um departamento responsável por defender os direitos dos trabalhadores”. EFE