Índia anuncia revisão de usinas nucleares após acidente no Japão

Governo quer ter certeza de que plantas do país podem resistir a catástrofes naturais

Nova Délhi – O Governo da Índia determinou a revisão dos sistemas de segurança de todas as usinas nucleares do país para a comprovação de que podem resistir a catástrofes naturais, poucos dias após o terremoto que atingiu o Japão, anunciou nesta segunda-feira o primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh.

“Determinamos uma revisão técnica imediata de todos os sistemas de segurança de nossas usinas nucleares, com o objetivo de garantir que possam resistir o impacto de grandes desastres, como tsunamis e terremotos”, disse Singh no Parlamento.

A imprensa indiana passou a focar no tema da situação das usinas nucleares do país, diante da crise nuclear que envolve a central japonesa de Fukushima, afetada pelo terremoto de magnitude 8,9 que assolou o nordeste do Japão na sexta-feira passada.

Um dos novos projetos atômicos da Índia está de fato na zona de Jaitapur, na região ocidental de Maharashtra, em uma área de atividade sísmica.

No país, há ao todo 20 reatores nucleares, com capacidade de 4.780 megawatts, mas 18 deles têm sistemas de fabricação local e apenas dois possuem tecnologia similar à da usina de Fukushima, informa a agência indiana “Ians”.

Singh afirmou também que a Índia “não poupará esforços para ajudar as autoridades japonesas a enfrentarem o desastre” causado pelo tremor seguido de tsunami da última sexta-feira.

“Não podemos esquecer que a Índia foi o maior receptor de ajuda do programa de desenvolvimento exterior do Japão. Compartilhamos as melhores relações. Estamos prontos para enviar equipes de busca e resgate e material de ajuda”, destacou o premiê indiano.