Hillary entregará servidor privado de e-mail à Justiça

A pré-candidata democrata à Casa Branca entregará o servidor privado de e-mail usado durante sua atuação como secretária de Estado, entre 2009 e 2013, à Justiça

Washington – A pré-candidata democrata à Casa Branca, Hillary Clinton, entregará o servidor privado de e-mail usado durante sua atuação como secretária de Estado, entre 2009 e 2013, ao Departamento de Justiça.

Em entrevista à emissora “CNN” nesta terça-feira, o porta-voz de Hillary, Nick Merrill, disse que a ex-secretária de Estado pediu aos seus advogados que também entreguem todos os e-mails oficiais enviados ao longo dos cinco anos que passou no governo.

“Ela se comprometeu a cooperar com a consulta sobre a segurança do governo. Se houver mais perguntas, seguiremos respondendo-as”, indicou o porta-voz da favorita nas pesquisas à indicação do Partido Democrata para as eleições presidenciais de 2016.

Na semana passada, o “Washington Post” publicou que o FBI está verificando a segurança da configuração do servidor pessoal de e-mail de Hillary para garantir que ele não está exposto a ataques de hackers.

A polêmica começou pouco antes de a ex-primeira-dama apresentar a candidatura às primárias democratas. Após a revelação de que tinha usado sua conta privada de e-mail para assuntos de interesse nacional, Hillary entregou mais de 55 mil páginas de conversa para serem revisadas e divulgadas pelo Departamento de Estado.

O Congresso dos EUA, pressionado pelas reivindicações dos republicanos, também abriu uma investigação sobre o caso.

O Departamento de Estado informou hoje que apenas dois dos e-mails divulgados por Hillary, que sempre alegou que eles não continham informação confidencial, deveriam ser classificados como “top secret”.

A favorita nas primárias democratas para as eleições de 2016 concordou em participar de uma audiência na Câmara dos Representantes, marcada para o dia 22 de outubro, para falar sobre o uso do servidor privado de e-mail e sua gestão durante o ataque ao consulado americano em Benghazi, na Líbia, em 2012.