Greve por tempo indeterminado na National Gallery de Londres

O museu permanecerá aberto durante a greve, mas algumas salas ficarão fechadas e muitas atividades educativas foram suspensas

Os funcionários da National Gallery, um dos principais museus de Londres, com seis milhões de visitantes por ano, iniciaram nesta terça-feira uma greve por tempo indeterminado em protesto contra a privatização parcial da instituição.

O museu permanecerá aberto durante a greve, mas algumas salas ficarão fechadas e muitas atividades educativas foram suspensas.

A greve foi convocada pelo Sindicato de Serviços Públicos e Comerciais (PCS, em inglês).

Os funcionários já realizaram greves em fevereiro e abril para tentar impedir a privatização dos serviços de atendimento aos visitantes, da venda de ingressos à segurança das obras.

O novo diretor do museu, Gabriele Finaldi, que comandava o Prado de Madri, anunciou no fim de julho a assinatura de um acordo com a empresa Securitas para garantir os serviços.

Apesar do museu garantir que nenhum emprego está ameaçado, o presidente do PCS, Mark Serwotka, disse que a privatização pode “prejudicar a reputação mundial da National Gallery”.

Aberto 361 dias ao ano, o Museu de Trafalgar Square possui uma importante coleção de pinturas que vão dos séculos XIII ao XIX.