Dólar R$ 3,27 -0,54%
Euro R$ 3,65 0,07%
SELIC 11,25% ao ano
Ibovespa 1,36% 64.085 pts
Pontos 64.085
Variação 1,36%
Maior Alta 4,89% RADL3
Maior Baixa -6,09% JBSS3
Última atualização 26/05/2017 - 17:20 FONTE

França vai reativar 7 reatores nucleares ainda este ano

Em nota, a estatal Electricité de France (EDF) informou que três deles (Dampierre 3, Gravelines 2 e Tricastin 3) serão religados na próxima terça-feira

Paris – Ao todo, sete reatores nucleares do grupo francês EDF que estão parados para verificar problemas na construção voltarão a funcionar antes do final do ano após a autorização da Autoridade de Segurança Nuclear (ASN).

Em nota, a estatal Electricité de France (EDF) informou que três deles (Dampierre 3, Gravelines 2 e Tricastin 3) serão religados na próxima terça-feira e os outros quatro (Tricastin 4, Bugey 4, Tricastin 1 e Civaux 2) voltarão a funcionar no dia 31.

No início da semana passada, a ASN considerou adequados os controles que a EDF fez em oito reatores que estavam desligados após a detecção de possíveis anomalias na fabricação dos geradores de vapor.

Com o anúncio da reativação, a EDF indicou que confirma seus objetivos de produção para o ano de 2016, antecipados em 3 de novembro – entre 378 e 385 terawatt/hora.

A empresa espera ter em janeiro um nível de disponibilidade de seus meios de produção de, aproximadamente, 90%. No entanto, isto não muda o cenário de alerta feito em novembro pela RTE.

A RTE tinha advertido, perante a impossibilidade de recorrer a uma parte de suas centrais, do risco de problemas para equilibrar a oferta e a demanda caso entrasse uma prolongada onda de frio.

Em junho, a ASN tinha reivindicado o controle sobre 18 reatores, após constatar anomalias em 2015 na composição do aço da cobertura e do fundo da cuba do novo reator de Flamanville.

Três dos 18 reatores (Tricastin 2, Gravelines 4 e Civaux 1) vão ser desligados nas próximas semanas para passar pela mesma bateria de verificação.

A inatividade de uma parte significativa do parque nuclear – a França tem 58 reatores, que geram cerca de 80% da eletricidade produzida no país – tinha provocado um aumento das importações de energia de países vizinhos.