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Última atualização 26/05/2017 - 17:20 FONTE

Forças sírias interromperam ofensiva em Aleppo para retirar civis

O porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest, considerou positiva a decisão e espera que uma mudança aconteça após a saída dos civis

O Exército sírio interrompeu suas operações de combate em Aleppo para permitir a retirada de civis – anunciou o ministro russo das Relações Exteriores, Serguei Lavrov, em Hamburgo, nesta quinta-feira (8).

“Posso lhes dizer que, hoje, as operações de combate do Exército sírio foram interrompidas no leste de Aleppo, porque há uma grande operação em curso para a evacuação de civis”, declarou o chanceler, em paralelo à reunião da OSCE na Alemanha, conforme informado por agências russas de notícias.

“Haverá uma coluna de evacuação de oito mil pessoas, cujo itinerário é de quilômetros”, detalhou Lavrov.

Consultado por jornalistas, o porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest, considerou que a notícia é “indicativa de que algo positivo pode acontecer”.

Lavrov anunciou, ainda, que no sábado serão celebrados diálogos militares e diplomáticos entre a Rússia e os Estados Unidos, em genebra, “para terminar o trabalho (…) e definir os meios de resolução dos problemas do leste de Aleppo”.

Nestes diálogos serão analisados os planos de evacuação de combatentes rebeldes e dos civis que os apoiam, segundo o chefe da diplomacia russa.

Serguei Lavrov e seu contraparte americano, John Kerry, se reuniram brevemente na quinta-feira à margem da reunião de Hamburgo, mas uma autoridade americana destacou que não houve “avanços, nem conclusões sobre Aleppo”.

Os dois já tinham se reunido na véspera em Hamburgo, sem conseguir nenhum avanço real sobre um projeto para a cessação dos combates e a evacuação de civis de Aleppo, onde os rebeldes estão prestes a perder seus últimos redutos diante do avanço das tropas do regime sírio, apoiadas por Irã e Rússia.

O anúncio de Lavrov ocorreu um dia depois de seis países ocidentais, inclusive os Estados Unidos, pedirem na quarta-feira um “cessar-fogo imediato” diante da “catástrofe humanitária” e solicitarem à Rússia e ao Irã que aproveitem sua influência sobre o regime de Assad para consegui-lo.