Finlandeses e austríaco libertados no Iêmen estão em Viena

O chanceler federal da Áustria, Werner Faymann, disse que o austríaco, para as circunstâncias pelas quais passou, se encontra em "bom estado de saúde"

Viena – Os dois finlandeses e um austríaco que foram sequestrados no leste do Iêmen no último dia 21 de dezembro já estão em um hospital militar de Viena, informou nesta quinta-feira o Ministério de Relações Exteriores austríaco à agência local “APA”.

Em comunicado, o chanceler federal da Áustria, Werner Faymann, e o vice-chanceler e ministro das Relações Exteriores, Michael Spindelegger, disseram que o austríaco, para as circunstâncias pelas quais passou, se encontra em “bom estado de saúde”.

“Dominik N. foi atendido primeiro em Omã por uma equipe austríaca. Hoje foi transferido à Áustria em avião junto com os dois finlandeses e recebe tratamento médico e psicológico”, explica Faymann na nota.

Spindelleger ressalta que seu ministério utilizou “todos os canais políticos e diplomáticos disponíveis para trabalhar por uma solução deste caso”.

“Alcançamos esta meta. Um desses canais foi bem-sucedido. Com o apoio pessoal de Vossa Majestade, o Sultão de Omã, Qaboos bin Said Al Said, e seu governo conseguimos a libertação”, acrescentou o chefe da diplomacia da república alpina.

Os jornais vienenses “Kurier” e “Kronen” tinham informado que o austríaco, Dominik N., de 26 anos, tinha chegado ontem muito “marcado pelo cativeiro”.

O comunicado do ministério austríaco foi divulgado pouco depois que em Sana uma fonte governamental informou à Agência Efe a libertação e entrega a Omã dos sequestrados, após o pagamento de um resgate.


As autoridades austríacas não confirmaram até o momento esse pagamento.

A fonte iemenita, que pediu o anonimato, explicou que a entrega aconteceu ontem após “bem-sucedidas” negociações entre os sequestradores, que pertenciam a tribos que apoiam a rede terrorista Al Qaeda, e responsáveis de Omã.

No último dia 21 de dezembro, homens armados e encapuzados sequestraram um estudante finlandês e outro austríaco que estudavam árabe em Sana, e uma mulher finlandesa que estava visitando um mercado no centro da capital iemenita.

Nenhum grupo reivindicou o sequestro e, segundo meios de comunicação locais, os sequestradores transferiram os reféns à província de Al Mahara, localizada na fronteira com Omã.