Famílias de vítimas de atentado na Noruega visitam local do crime

Na ilha norueguesa de Utoeya, morreram 69 das 77 vítimas dos ataques cometidos em 22 de julho pelo ultradireitista Anders Behring Breivik

Copenhague – Familiares dos mortos no atentado na ilha norueguesa de Utoeya, onde morreram 69 das 77 vítimas dos ataques cometidos em 22 de julho pelo fundamentalista cristão e ultradireitista Anders Behring Breivik, visitam nesta sexta-feira o local.

A ilha, onde Breivik atirou contra jovens social-democratas, ficará aberta para a visita dos familiares nesta sexta-feira, o primeiro dos três dias de luto nacional pela tragédia.

A visita não contará com cobertura da mídia por decisão das autoridades norueguesas e para preservar a intimidade dos familiares e amigos das vítimas.

Estava previsto que os familiares chegariam à ilha pela manhã em um navio militar, no qual também viajariam policiais, médicos e equipes de assistência psicológica.

A visita foi programada para quatro semanas depois de Breivik, de 32 anos e autor confesso do massacre, cometer os atentados – o primeiro com a explosão de um carro-bomba no complexo governamental de Oslo, onde morreram oito pessoas, e o segundo na ilha de Utoeya, onde atirou indiscriminadamente contra jovens que estavam acampados no local.

Fontes policiais informaram nesta quinta-feira que Breivik falou duas vezes por telefone com a Polícia antes de ser capturado.

Breivik se encontra em prisão preventiva e em regime de isolamento.

Na semana passada, ele esteve na ilha com a Polícia para a reconstituição do crime.