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Última atualização 26/05/2017 - 17:20 FONTE

EUA e Cuba querem cumprir mais 6 acordos bilaterais até 2017

Objetivo é avançar o máximo possível na normalização de suas relações antes que o presidente Barack Obama deixe o poder em janeiro

Washington – Estados Unidos e Cuba decidiram nesta sexta-feira coordenar “sete visitas de alto nível” nas próximas semanas e acreditam ser possível cumprir mais seis acordos bilaterais antes de 2017, a fim de avançar o máximo possível na normalização de suas relações antes que o presidente Barack Obama deixe o poder em janeiro.

A informação foi passada pela diretora geral para os EUA do Ministério das Relações Exteriores de Cuba, Josefina Vidal, depois da quarta reunião da Comissão Bilateral entre os países para impulsionar a normalização de suas relações diplomáticas, realizada em Washington.

“Entre outubro e dezembro de 2016 devemos realizar visitas de alto nível entre Cuba e EUA, em ambas as direções, realizar uma dezena de diálogos e reuniões em nível técnico sobre temas de interesse comum e adotar os seis acordos, se for possível, que estamos negociando”, disse Vidal e sessão de perguntas e respostas pela rede social Twitter.

Os seis acordos abordam “áreas como aplicação e cumprimento da lei, cooperação em monitoração sísmica, troca de informação meteorológica, áreas marinhas protegidas, busca e salvamento e resposta a vazamentos de hidrocarbonetos no Golfo do México e no Estreito da Flórida”, precisou a funcionária cubana.

Esses pactos se somariam aos “12” que as duas nações firmaram desde que restabeleceram as relações diplomáticas por causa do histórico anúncio dos presidentes Barack Obama e Raúl Castro no dia 17 de dezembro de 2014.

As duas delegações falaram de seu “desejo partilhado de conseguir todos os avanços que forem possíveis antes que acabe este ano”, afirmou em comunicado o Departamento de Estado.

A delegação americana esteve liderada pela secretária de Estado adjunta para a América Latina, Mari Carmen Aponte, e contou com a participação de Jeffrey DeLaurentis, o atual chefe da missão dos EUA em Havana e que foi indicado nesta semana por Obama como embaixador no país.

Em dezembro ocorrerá em Havana “a quinta e última reunião da comissão bilateral correspondente ao governo do presidente Obama”, explicou Vidal, que liderou a delegação cubana, também composta pelo embaixador de Cuba nos EUA, José Ramón Cabañas.