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Última atualização 26/05/2017 - 17:20 FONTE

EUA colocam filho de Bin Laden na lista terrorista

A decisão foi tomada após a al-Qaeda divulgar em agosto de 2015 que o jovem fazia parte do grupo extremista

Os Estados Unidos incluíram nesta quinta-feira em sua lista negra de “terroristas internacionais” o filho do falecido líder da Al-Qaeda Osama Bin Laden, Hamza Bin Laden, uma decisão que aciona automaticamente sanções legais e financeiras contra a pessoa em causa.

A designação pelo Departamento de Estado de Hamza Bin Laden como “terrorista internacional” baseia-se no fato de que a Al-Qaeda havia anunciado em agosto de 2015 que o jovem havia integrado o grupo extremista.

Além disso, em um áudio divulgado em julho passado, Hamza ameaça os Estados Unidos e seus cidadãos, segundo um comunicado da diplomacia americana.

O processo administrativo americano prevê “sanções” financeiras e jurídicas contra estrangeiros “que cometeram atos terroristas, ou que representam um sério risco”, segundo o departamento de Estado.

Em consequência, todos os potenciais ativos, bens e contas em nome de Hamza Bin Laden nos Estados Unidos passam a ser congelados e nenhum americano tem o direito de negociar com ele.

De acordo com a diplomacia americana, o filho de Osama Bin Laden incentivou em 2015 ataques contra “interesses americanos, franceses e israelenses em Washington, Paris e Tel Aviv” e pediu em 2016 para que as “tribos na Arábia Saudita se unissem à Al-Qaeda no Iêmen para fazer a guerra contra o reino saudita”.

Ansioso para se tornar um radical, Hamza Bin Laden escreveu a seu pai, escondido no Paquistão antes de ser morto por soldados americanos em maio de 2011, para garantir a sua vontade de aderir à luta, de acordo com documentos desclassificados da CIA e consultados pela AFP em maio de 2015.

Hamza, que agora teria cerca de vinte anos, era o filho favorito de Osama Bin Laden, que queria torná-lo seu herdeiro à frente da Al-Qaeda.

A designação pelo departamento de Estado de Hamza bin Laden como “terrorista internacional” baseia-se no fato de que a Al-Qaeda havia anunciado em agosto de 2015 que o jovem fazia parte do grupo extremista e que ele tinha ameaçado os Estados Unidos e seus cidadão em uma transmissão de áudio em julho, segundo um comunicado da diplomacia americana.