Estudo aponta que a má nutrição se estende pelo mundo

Quase metade das mortes antes dos 5 anos se deve à má nutrição, que, junto com regimes alimentares inadaptados, constitui o primeiro risco para a saúde pública

A má nutrição se estende pelo mundo, a obesidade aumenta em quase todos os países e a desnutrição persiste nos lugares mais pobres, revela um estudo publicado nesta terça-feira pelo Global Nutrition Report.

A comunidade internacional não conseguirá acabar com a má nutrição até 2030 se não atuar mais energicamente, segundo os autores do estudo financiado por entidades públicas e organizações filantrópicas em todo o mundo.

O estudo assinala que ao menos 57 dos 129 países analisados apresentam altos níveis tanto de desnutrição – principalmente no atraso do crescimento e anemia – como de obesidade e excesso de peso nos adultos.

“Uma em cada três pessoas sofre de má nutrição”, explicou Lawrence Haddad, copresidente do grupo responsável pelo estudo e investigador associado o International Food Policy Research Institute, citado em um comunicado de imprensa.

Segundo a pesquisa, quase metade das mortes dos menores de cinco anos se deve à má nutrição, que, junto com regimes alimentares inadaptados, constitui o primeiro risco para a saúde pública.

Mas o número de menores de cinco anos com excesso de peso se aproxima do número que apresentam um peso muito abaixo do desejado.

Em termos orçamentários, é preciso um esforço significativo, já que se deveria destinar 70 bilhões de dólares para se alcançar os objetivos de redução em termos de atraso de crescimento, de má nutrição severa, de lactância e de redução da anemia.