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Última atualização 26/05/2017 - 17:20 FONTE

Diretora da Unesco é ameaçada após resolução sobre Jerusalém

"A diretora-geral recebeu ameaças de morte e sua proteção foi reforçada", disse o embaixador de Israel na ONU, Carmel Shama Cohen

A diretora da Unesco, Irina Bokova, recebeu “ameaças de morte” após manifestar suas reservas a um projeto de resolução promovido por países árabes sobre lugares santos de Jerusalém e que negava seus vínculos com o Judaísmo – denunciou o embaixador de Israel na ONU, nesta segunda-feira (17).

“A diretora-geral recebeu ameaças de morte e sua proteção foi reforçada”, disse o embaixador Carmel Shama Cohen à rádio pública israelense.

“Essas ameaças foram lançadas depois das suas críticas” às duas resoluções tratadas na semana passada em nível de comitê, antes de uma votação final, afirmou Cohen, acusando os países árabes de terem uma conduta “abominável” sobre o assunto.

Na quinta-feira passada (13), o Conselho Executivo da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) aprovou um texto submetido por sete países árabes com o objetivo de “salvaguardar o patrimônio cultural da Palestina e do caráter distintivo de Jerusalém Oriental”.

Jerusalém Oriental é a parte palestina de Jerusalém ocupada por Israel desde 1967, posteriormente anexada, e que os palestinos querem que seja a capital de seu futuro Estado. É lá que se encontra a Esplanada das Mesquitas, terceiro lugar sagrado do Islã e o lugar mais sagrado para os judeus, que o chamam de Monte do Templo.

O texto deve ser submetido a uma outra votação nesta terça antes de ser adotado de maneira definitiva pelo Conselho Executivo da Unesco, reunido em sessão plenária.

“Essas ameaças foram lançadas depois das críticas que ela emitiu” a respeito dos votos de quinta-feira passada na comissão, acrescentou o diplomata.

Depois da aprovação do texto na comissão por 24 votos a favor, seis contra e 28 abstenções, Israel anunciou que suspenderia a cooperação com a Unesco. Nesse mesmo dia, Irina Bokova comentou que “o patrimônio de Jerusalém é indivisível” e que “cada uma das comunidades têm direito ao reconhecimento explícito de sua história e sua relação com a cidade”.