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Última atualização 26/05/2017 - 17:20 FONTE

Retirada de civis de Aleppo é interrompida

Segundo a representante da OMS na Síria, não foi dada nenhuma explicação sobre os motivos da suspensão

Genebra – As evacuações de civis e combatentes no leste de Aleppo foram abortadas e as equipes da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) foram obrigados a deixar a área.

“Há alguns minutos a operação foi abortada. Pediram à OMS e ao CICV que deixem a área com ônibus e ambulâncias, embora não tenham dado nenhuma explicação”, afirmou por telefone desde Aleppo a representante da OMS na Síria, Elizabeth Hoff.

Na quinta-feira começou em Aleppo uma operação para evacuar doentes e feridos, civis e combatentes da parte da cidade que tinha estado sob controle da oposição durante quatro anos e que foi reconquistada pelas forças governamentais.

Com a mediação da Turquia, o regime de Bashar al-Assad e seus aliados russos iniciaram a evacuação, mas esta durou somente 24 horas.

Hoff explicou que até as 6h30 local (2h30, em Brasília) desta manhã o processo de evacuação se desenvolveu com relativa calma, mas que por volta das das 11h local (7h, em BrasíliaT) “disseram” que “deveríamos abortar”.

Consultada sobre quem disse que a operação deveria ser abortada, Hoff disse que “assumia” que “eram os russos”, mas não afirmou categoricamente que essa fora a fonte da ordem.

O que ela sustentou é que a OMS não tinha tido contato direto com o regime sírio.

Além disso, explicou que foi “ordenado” aos civis “que estavam desesperados para sair”, ressaltou, que voltassem para suas casas.

O responsável disse que entre os que esperavam esta manhã havia “muitas crianças e mulheres”.

Hoff disse desconhecer o número de pessoas que ainda permanecem em Aleppo oriental e que estão presas de 2,6 quilômetros quadrados.

A responsável humanitária disse que até as 7h local de hoje foi possível registrar 194 doentes evacuados de Aleppo oriental, embora não pôde dar muitos detalhes de seus estados de saúde.

Hoff explicou que os doentes foram distribuídos em diferentes hospitais de Aleppo ocidental “que já estão saturados” com outros pacientes, e a outros centros de saúde de Idlib e da Turquia.