Desastre climático no Rio já é o maior do País

Este é o oitavo pior deslizamento da história mundial; ao todo, já são 785 mortos, mas ainda há 400 pessoas desaparecidas

Rio de Janeiro – A tragédia da região serrana do Rio se igualou ontem (21) ao maior desastre climático da história do País. Até as 22 horas dessa sexta-feira as autoridades contabilizavam 785 mortos, o mesmo número de vítimas da enchente do Rio em 1967, segundo ranking da Organização das Nações Unidas (ONU).

O número tende a aumentar, pois o Ministério Público fluminense estima que ainda existam 400 desaparecidos nos seis municípios devastados pelas chuvas do dia 12.

O desastre também entra para os registros da ONU como o oitavo pior deslizamento da história mundial. O maior evento dessa natureza, segundo o Centro para a Pesquisa da Epidemiologia de Desastres, ocorreu em 1949, na antiga União Soviética, com 12 mil mortes. O segundo maior foi no Peru, em dezembro de 1941, e deixou 5 mil vítimas.

O deslizamento da região serrana já havia superado o número de vítimas registrado em 1967, em Caraguatatuba, quando 436 pessoas morreram. Por suas características devastadoras, o evento ocorrido há mais de quatro décadas na Serra do Mar paulista era considerado emblemático pelos geólogos.

Apesar da grande quantidade de água que desceu dos morros fluminenses e de vários rios terem transbordado, especialistas brasileiros e da própria ONU classificam o evento como deslizamento de terra. Na avaliação dos estudiosos, grande parte da destruição e das mortes foi causada pelas avalanches de terra e detritos – tecnicamente chamadas de corrida de lama.