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Última atualização 23/05/2017 - 17:20 FONTE

Deputado afegão e seu filho ficam feridos após explosão em Cabul

Explosão de bomba aconteceu no começo da manhã no Distrito-6, no oeste da capital afegã

Cabul – O deputado Fakour Behishti, da Câmara Baixa do parlamento do Afeganistão, e seu filho ficaram feridos nesta quarta-feira após a explosão de uma bomba durante a passagem do veículo em que transitavam por Cabul, a capital do país, um atentado que também causou ferimentos em outras duas pessoas.

A explosão aconteceu no começo da manhã no Distrito-6, no oeste da capital afegã, quando uma bomba de fabricação caseira colocada sob uma ponte foi detonada à distância, informaram à Agência Efe várias fontes policiais.

O chefe do Departamento de Investigação Policial em Cabul, Faraidon Obaidi, explicou que Behishti, que representa a província central afegã de Bamyan na Wolesi Jirga (Câmara Baixa do parlamento), ficou ferido junto com outras três pessoas no atentado.

Apesar de Obaidi não ter apresentado mais detalhes, o presidente da Wolesi Jirga, Abdul Rauf Ibrahim, afirmou durante a sessão parlamentar de hoje, em um discurso televisionado, que Behishti e seu filho tinham ficado feridos.

Além disso, Ibrahim detalhou que os dois se encontram fora de perigo e estão sendo atendidos em um hospital do serviço de inteligência afegão em Cabul.

Até agora, nenhum grupo insurgente reivindicou a autoria do atentado.

Os talibãs, no entanto, assumiram responsabilidade pelo ataque ocorrido na semana passada contra a casa de outro deputado na capital afegã, no qual morreram nove pessoas, entre as quais não estava o político da Câmara Baixa que era o alvo da ação insurgente, que ficou ferido.

Em junho, em outro atentado em Cabul, um parlamentar afegão morreu e outras 11 pessoas ficaram feridas, entre elas dois de seus seguranças, após a explosão de uma bomba durante a passagem do veículo no qual trafegavam.

Os talibãs ganharam terreno em diversos pontos do Afeganistão desde o fim da missão de combate da Otan em janeiro de 2015 e já controlam, segundo informações dos Estados Unidos, cerca de um terço do território afegão.