Decisão sobre novo premiê grego é adiada para 5ª feira

Governo e oposição ainda não conseguiram chegar a um acordo sobre os nomes para comandar o país

Atenas – A decisão sobre quem será o primeiro-ministro do novo Governo da Grécia de coalizão foi adiada para esta quinta-feira, anunciou a Presidência do país, devido às divergências entre socialistas e conservadores para pactuar a formação desse Executivo.

A reunião do presidente Karolos Papoulias com o ainda primeiro-ministro, Giorgos Papandreou, e o líder da oposição, Antonis Samaras, do partido conservador Nova Democracia, foi interrompida e será retomada nesta quinta-feira, às 10h locais (6h de Brasília).

Andreas Lykurentzos, secretário-geral da Nova Democracia, declarou à imprensa que seu partido não apresentará ministros para esse Governo.

Em relação à figura do novo primeiro-ministro, Samaras disse não ter problemas com nenhum candidato e afirmou estar ‘aberto a tudo’ para a reunião desta quinta-feira.

Esse encontro tinha sido convocado por Papoulias para informar sobre o acordo que, em princípio, tinha sido acertado entre Governo e oposição para criar um Executivo de coalizão que deverá tirar o país da crise política em que está imerso e aplicar o acordo de resgate financeiro à Grécia.

A reunião também contou com a presença de Giorgos Karatzaferis, do partido de extrema-direita LAOS. Ele deixou a reunião pouco após o início e denunciou ‘os jogos de táticas’ dos dirigentes das formações majoritárias.

Tanto a legenda comunista KKE como a coalizão de esquerda Syriza tinham anunciado que não assistiriam a esse encontro.

Os políticos gregos já estão há três dias tentando pactuar um novo Governo que negocie com a zona do euro e o Fundo Monetário Internacional (FMI) a aplicação do acordo de resgate aprovado em Bruxelas no dia 26 de outubro, que perdoa 50% da dívida grega e concede um crédito de 130 bilhões de euros ao país.

Nesta mesma quarta-feira, Papandreou tinha anunciado um acordo entre as forças políticas para garantir ao povo grego a permanência no euro e para honrar o acordo do dia 26 de outubro.