Contagem regressiva para Trump

A semana decisiva em Washington finalmente chegou. Quando chegar ao fim, o país e o mundo estarão diante do governo de Donald Trump e toda incerteza que ele irá trazer consigo quando passar a comandar a maior economia do planeta a partir na sexta-feira.

Nesta segunda-feira, o ainda presidente Barack Obama aproveita o feriado de Martin Luther King para receber o time de baseball Chicago Cubs na Casa Branca, comemorando a vitória do time no campeonato nacional, a primeira em 108 anos. Ele também deve comparecer a uma cerimônia religiosa.

Sua última coletiva de imprensa acontece na quarta-feira, uma semana depois de Trump ter feito a primeira conferência em quase 6 meses. Obama, assim como Trump, deve responder às perguntas mais importantes que permeiam sua gestão, e também encarar questionamentos quanto a promessas não cumpridas, como o prometido fechamento da prisão de Guantánamo, que continua aberta. Trump, na semana passada, deixou mais dúvidas do que respostas ao falar com repórteres: não detalhou planos, falou sobre o muro, sobre conflitos de interesses entre seus negócios e a presidência. Foi, basicamente, o mesmo Trump da campanha. 

No dia da transição, os Obamas, Michelle e Barack, recebem os Trumps, Donald e Melania, para um café-da-manhã na Casa Branca, antes da passagem de bastão, para onde irão juntos. O último dia inteiro como presidente Obama deve passar empacotando a mudança para sair da Casa Branca, segundo seus assessores. Ele e a família vão morar numa mansão a 20 quadras da Casa Branca. Trump, por enquanto, mantém os planos de ficar em Washington o menos possível e fixar base na Trump Tower em Manhattan. É justo: não há lugar em que os conflitos de interesse do novo presidente com negócios mundo afora fiquem tão evidentes.