Constituinte avalia antecipar eleições regionais na Venezuela

A presidente da Constituinte, Delcy Rodríguez, declarou aberto o debate após esta inesperada proposta

A Assembleia Constituinte da Venezuela avalia adiantar para outubro as eleições de governadores, previstas para 10 de dezembro, revelaram seus membros nesta sexta-feira.

A presidente da Constituinte, Delcy Rodríguez, declarou aberto o debate após uma inesperada proposta do constituinte Earle Herrera durante uma sessão na sede do Parlamento.

Herrera argumentou que a antecipação dessas eleições serviria para diminuir a tensão nas ruas, após quatro meses de protestos opositores que exigem eleições gerais e deixam 125 mortos.

Segundo Herrera, a eleição da Constituinte do presidente Nicolás Maduro, em 30 de julho, “coloca fim a uma onda de violência que afundou o país na dor”.

As eleições regionais deveriam ter ocorrido em dezembro de 2016, mas foram adiadas pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE) que, em maio, as remarcou para dezembro deste ano.

Embora Herrera não tenha dado uma data específica, a conta no Twitter da Constituinte, citando-o, mencionou 10 de outubro.

Entre aplausos, Rodríguez saudou a proposta de Herrera, mas disse que obriga “a pensar, refletir, amadurecer as ideias”, adiando o debate para “os próximos dias”. A ex-chanceler se declarou surpresa com a iniciativa.

Na quarta-feira, quando terminava o prazo, a coalizão opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD) decidiu inscrever candidatos para as regionais, embora tenha advertido que manterá as suas manifestações contra Maduro.

A MUD se negou a participar da eleição da Constituinte, que rege o país desde 4 de agosto com poderes absolutos, mas enfrenta amplo rechaço internacional.

A oposição considera que redigir a nova Carta Magna é somente uma manobra para manter Maduro no poder e instaurar uma ditadura.

O período do presidente no cargo terminará em janeiro de 2019, mas a Constituinte legislará por dois anos.

Antes da proposta de Herrera, a Constituinte ratificou em um decreto a presidente do CNE, Tibisay Lucena, e outras três reitoras do organismo, que momentos antes se subordinaram à Assembleia.

O único integrante da direção do poder eleitoral que se identifica com a oposição, Luis Emilio Rondón, não foi mencionado no documento lido pelo vice-presidente do órgão, Aristóbulo Istúriz.

A Constituinte “ratificou as reitoras do CNE, mas não o reitor”, tuitou o constituinte Pedro Carreño, que advertiu: “veremos se” o Parlamento “em desacato fica na legalidade ou terá o mesmo destino”.

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