Cientistas russos viram reféns de ursos polares

Uma equipe de 5 meteorologistas está sitiada por pelo menos 10 ursos gigantes e ferozes numa ilha remota da Sibéria.

São Paulo – Se você acha que sua vida está difícil, imagine então a dos cinco cientistas russos que estão fazendo pesquisa na estação meteorológica da ilha de Troynoy, nos confins do mar de Kara, ao norte da Sibéria.

Eles estão cercados há mais de duas semanas por pelo menos dez ursos polares adultos e seus filhotes. A ilha fica a centenas de quilômetros da costa russa, e a 4.500 quilômetros de Moscou: ou seja, bem longe de qualquer ajuda.

No dia 29 de agosto, a situação deles ficou dramática: foi quando os ursos mataram um dos dois cachorros da estação. Uma das fêmeas ursas está tão à vontade que resolveu dormir debaixo da janela da estação.

Os cientistas não estão conseguindo trabalhar, porque estão presos na estação e não podem fazer observações meteorológicas. Para piorar, segundo a agência de notícias russa Tass, os sinalizadores usados para assustar os bichos acabaram.

O governo russo enviou mantimentos, sinalizadores e cães de guarda para ajudar os pesquisadores, mas a inacessibilidade do lugar não está ajudando muito: os mantimentos devem demorar um mês para chegar.

Ursos polares são possivelmente o único grande predador do mundo que, quando vê um humano, pensa: “oba, comida”. Várias espécies animais atacam humanos eventualmente, quando estão desesperados de fome ou acuados, mas ursos polares ativamente caçam gente.

Aos meteorologistas reféns, só resta ter paciência e torcer contra o aquecimento global.

Até o início de novembro, se o clima ajudar, o mar ao redor de Troynoy deve congelar – será a deixa para os gigantes brancos deixarem a ilha, em busca de comida sobre o oceano sólido.