Carly Fiorina disputa vaga republicana à presidência dos EUA

Fiorina foi conselheira delegada da companhia Hewlett-Packard entre 1999 e 2005 e nunca ocupou um cargo político

Washington – Carly Fiorina, ex-conselheira delegada da Hewlett-Packard, anunciou nesta segunda-feira que vai disputar a candidatura republicana à presidência em 2016 e se torna assim na primeira mulher que entra na disputa no lado conservador.

Com 60 anos, Fiorina anunciou sua candidatura em um vídeo e em entrevista na rede de televisão “ABC”, na qual disse que é “a melhor pessoa” para ocupar a presidência, porque entende “como funciona a economia”.

Fiorina foi conselheira delegada da companhia Hewlett-Packard entre 1999 e 2005 e nunca ocupou um cargo político, já que em 2010 tratou sem sucesso de arrebatar a cadeira do Senado pela Califórnia da democrata Barbara Boxer.

Desde dezembro, Fiorina viajou por vários estados em busca de votos e fez muitas críticas à ex-secretária de Estado Hillary Clinton, outra mulher que aspira se tornar presidente em 2016, mas pelo lado democrata.

Hoje também está previsto que o neurocirurgião Ben Carson anuncie formalmente, em discurso em Detroit, que aspira à candidatura republicana e será o primeiro negro a fazer isso.

Amanhã espera-se que o ex-governador de Arkansas Mike Huckabee faça a mesma coisa, já que também pretende a indicação republicana e prevê apresentar sua candidatura em um ato na cidade de Hope.

Os especialistas não dão muitas chances de vitória a Fiorina, Carson e Huckabee, que concorrerão para ser o candidato republicano à Casa Branca com outros três aspirantes que já estão em campanha: os senadores Rand Paul, Ted Cruz e Marco Rubio.

O ex-governador da Flórida Jeb Bush ainda não anunciou formalmente sua candidatura, mas está em campanha há meses, e também espera-se que entre na disputa no lado republicano o governador de Wisconsin, Scott Walker.

Pelo lado democrata a lista é mais reduzida, com apenas dois aspirantes por enquanto: Hillary Clinton, que lidera todas as enquetes, e o senador independente Bernie Sanders, que se define como socialista. EFE