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Última atualização 22/05/2017 - 17:21 FONTE

Bélgica prende oito e indicia um por envolvimento com terrorismo

Eles são "suspeitos de recrutar pessoas para partir para a Síria e de apoiar financeiramente o EI", informou a procuradoria do país europeu

A polícia belga prendeu nesta terça-feira oito pessoas suspeitas de recrutar combatentes para a Síria, indicou a procuradoria federal, que também anunciou um quarto indiciamento na investigação de um ataque com machado a dois policiais reivindicado pelo grupo extremista Estado Islâmico (EI).

No primeiro caso, “oito pessoas foram levadas para serem interrogadas” depois de nove operações realizadas em Antuérpia (norte), na cidade vizinha de Saint-Nicolas, em Bruges, e na comuna de Bruxelas de Schaerbeek, segundo a procuradoria.

Eles são “suspeitos de recrutar pessoas para partir para a Síria e de apoiar financeiramente o EI”, informou a procuradoria, segundo a qual “nem armas ou explosivos foram encontrados” durante as buscas.

Um juiz vai decidir sobre uma possível prisão preventiva do grupo.

Além disso, um quarto suspeito foi preso no dia 3 de dezembro, como parte da investigação sobre o ataque cometido em Charleroi (sul), indicou a procuradoria em um comunicado separado.

Identificado como “Reski A”., um homem de 43 anos de nacionalidade belga, foi acusado de “participação em um grupo terrorista” e “tentativa de assassinato em um contexto terrorista”, e foi colocado em prisão preventiva.

Em 6 de agosto, um argelino de 33 anos, “K.B.” (Khaled Babouri, de acordo com a imprensa belga), havia atacado dois policiais na frente da delegacia Charleroi gritando “Allah Akbar”, ferindo o rosto e pescoço dos agentes, antes de ser baleado por um terceiro policial. Ele morreu mais tarde no hospital.

Segundo a imprensa belga, Reski A., o novo suspeito, é o namorado de Sabrina Z., indiciada na semana passada junto com dois colegas: Farid L. e Abdellatif E. A.

Os quatro são suspeitos de ajudar materialmente o autor do ataque, fornecendo a ele o machado, ou de contribuir para a sua radicalização.

O Estado Islâmico reivindicou o ataque no dia seguinte, explicando que o agressor era um “soldado do EI que conduziu esta operação em resposta aos apelos do grupo para atacar a população dos países da coalizão cruzada”.

Membro da coalizão internacional que combate o EI no Iraque e na Síria, a Bélgica foi alvo de um duplo ataque terrorista que deixou 32 mortos em 22 de março no aeroporto e no metrô de Bruxelas.