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Última atualização 22/05/2017 - 17:21 FONTE

Ao menos 24 morrem em ataque perto do Parlamento no Afeganistão

Os ataques aconteceram em Dar-ul-Aman, onde ficam o parlamento afegão e a sede do Diretório Nacional de Segurança (NDS)

Cabul – Pelo menos 24 pessoas morreram e 70 ficaram feridas no duplo atentado ocorrido nesta terça-feira nas imediações do parlamento afegão, na zona oeste de Cabul, informou à Agência Efe o porta-voz do Ministério da Saúde, Wahidullah Majroh

“Infelizmente, já recebemos 24 mortos e 70 feridos em vários hospitais. Ainda estamos trabalhando nos detalhes”, indicou Majroh.

Os ataques aconteceram por volta das 16h (horário local, 9h30 em Brasília) em Dar-ul-Aman, onde ficam o parlamento afegão e a sede do Diretório Nacional de Segurança (NDS), a principal agência de inteligência.

De acordo com o diretor do Departamento de Emergências do Ministério do Interior, Homayoon Aini, “um suicida detonou seu colete de explosivo nos arredores do edifício Al-Haqqi do parlamento (a dois quilômetros da sede principal)”. Depois disso, um segundo ataque suicida foi feito com a utilização de um carro-bomba.

O porta-voz da Polícia de Cabul, Basir Mujahid, disse à Efe que dois talibãs detonaram explosivos na estrada principal de Dar-ul-Aman, perto do prédio anexo do parlamento, onde um “grande número de compatriotas morreu”, incluindo vários membros das forças de segurança.

“Um ônibus de transporte público, no qual viajavam cidadãos, também foi destruído pela explosão”, indicou.

O porta-voz dos talibãs, Zabiullah Mujahid, reivindicou a ação em comunicado. No texto, ele informou que o primeiro ataque era dirigido a um micro-ônibus que levava funcionários do NDS, e o segundo foi dirigido aos membros das forças de segurança que foram socorrer às vítimas da primeira explosão.

O grupo insurgente ganhou espaço com o fim da missão de combate da Otan, em janeiro de 2015. Segundo dados do governo americano, os talibãs controlam um terço do território do país.

No ano passado, Cabul foi alvo de vários atentados, incluído o de julho contra uma manifestação da minoria xiita hazara reivindicado pelo Estado Islâmico (EI). A ação deixou 85 mortes e 400 feridos, no pior ataque deste tipo registrado desde 2001.