São Paulo – Com coleiras presas ao pescoço, macaquinhos fantasiados de cowboys e usando máscaras de bonecas pulam de um lado para o outro, arriscam alguns passos de dança, mostram os dentes em sinal de sorriso e até andam de bicicleta. Tudo para conquistar alguns trocados dos turistas que passeiam pelas ruas de Jacarta, capital da Indonésia. A cena se repete nas esquinas da cidade sem deixar rastro algum de constrangimento no ar. Não mais.

Respondendo a apelos de grupos ambientalistas, que condenam a prática como cruel, o governo local proibiu uso dos animais em espetáculos populares. Estimativas das ongs apontam que 350 macacos são usados nesses shows da exploração. Os defensores do animais reclamam de maus tratos aos macacos, que ficam acorrentados e presos em jaulas enquanto não estão fazendo seus truques.

A ideia das autoridades é recolher todos os macacos e abrigá-los numa área específica no centro de preservação Jakarta’s Ragunan Zoo, já que eles não poderão viver com outros primatas em jardins zoológicos ou defender-se num ambiente selvagem. Quem alimenta essa atividade, no entanto, são pessoas em geral muito pobres, que dependem dos espetáculos para sobreviver. Atento à questão, o governo de Jacarta vai oferecer formação profissional para que essas pessoas encontrarem novos empregos.

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