São Paulo - Rostos que expressam agonia protegidos por máscaras, tráfego de carros suspenso, escolas, lojas e supermercados fechados, aeroportos paralisados, e uma espessa fumaça cinza que torna quase tudo invisível. Cenas que parecem saídas de um filme sobre o fim dos tempos estão virando rotina nas cidades chinesas, que mergulham com uma frequência quase indecente no quem vem sendo  chamado de “arpocalipse” chinês.

Nesta segunda (21), o índice de qualidade do ar na capital da província de Heilongjiang, lar de 11 milhões de pessoas no nordeste do país, atingiu níveis de poluição 300 vezes acima do considerado perigoso pela Organização Mundial de Saúde. O principal vilão do ar são as chamadas PM2,5, micropartículas de poeira que medem apenas 0,0025mm, resultantes da combustão incompleta de combustíveis fósseis utilizados pelos veículos automotores e das usinas a carvão.

Os custos para a saúde e o meio ambiente são altos. Um estudo recente feito com apoio da Agência de Proteção Ambiental dos EUA indica que a poluição atmosférica contribui para nada menos do que 1,2 milhão de morte prematuras no país em 2010. Desde janeiro, o governo chinês vem anunciando medidas para contornar o problema, que incluem a melhoria da qualidade do combustível, a limitação do número de carros que podem circular nas ruas e o aumento dos investimentos em energias renováveis.

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