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São Paulo - Hoje (15) milhares de egípcios voltaram à Praça Tahrir para protestar contra duas medidas impopulares tomadas pela junta militar no governo. A primeira permitiu que o candidato às eleições presidenciais deste sábado, Ahmed Shafiq, mantivesse sua candidatura apesar de seu papel como primeiro-ministro durante o antigo regime de Hosni Mubarak, deposto ano passado. A segunda foi a dissolução imediata do parlamento majoritariamente islâmico pela Suprema Corte Constitucional.
Nas mãos dos manifestantes destes novos protestos, na mesma praça em que a chamada Primavera Árabe ganhou notoriedade internacional, viam-se cartazes comparando o candidato Shafiq a um demônio. Ativistas acusam o ex-primeiro-ministro de tentar levar a revolução de 2011 de volta à estaca zero.
Do outro lado o adversário de Shafiq nas eleições é Mohammed Mursi, da Irmandade Muçulmana. Seus opositores temem que Mursi misture religião e política e transforme o país em uma teocracia.
Toda esta instabilidade fez com que a agência de ratings Fitch rebaixasse a nota do Egito de BB- para B+.
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