América Latina fez progressos no combate ao tabagismo, diz OMS

Organização elogiou iniciativas no Brasil e no Uruguai para diminuir a quantidade de fumantes

Genebra – A América Latina fez grandes progressos no desenvolvimento de legislações para combater o tabagismo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), que destacou que ainda existem problemas como a agressividade da indústria e o comércio ilícito.

“A situação de controle do tabaco na América Latina é muito positiva. Temos exemplos notáveis dos avanços que se produziram. O Uruguai é um, com a implementação do Convênio Marco para o Controle do Tabaco, que reduziu notavelmente a prevalência do consumo de tabaco no país”, disse Armando Peruga, responsável pela Iniciativa Livre de Tabaco do organismo.

“Entre eles também está o Brasil, que tem uma prevalência relativamente baixa, com a proibição de publicidade, e ambientes livres de cigarro em alguns estados do país”, declarou Peruga à Agência Efe.

Apenas seis anos após esse tratado entrar em vigor, os especialistas acreditam que se está vecendo a batalha contra o fumo que, no entanto, matará neste ano seis milhões de pessoas no mundo, incluindo 600 mil não fumantes que ficam expostos à fumaça.

“Se não forem adotadas novas medidas, em 2030 o tabaco pode causar a morte de 8 milhões de pessoas por ano”, acrescentou.

De acordo com os dados da OMS, se for mantida a atual tendência, o século XXI poderia terminar com 1 bilhão de mortes relacionadas ao tabaco.

O Convênio Marco para o Controle do Tabaco foi adotado em 2003 e entrou em vigor em 2005.

“A maioria dos países latino-americanos faz parte do Convênio” com ausências como a da Argentina, destacou Peruga.

O especialista citou como exemplo de políticas bem-sucedidas neste terreno o Uruguai, que conseguiu reduzir a prevalência do tabagismo de 46% para 31% em três anos.

“Ambientes livres de fumaça também foram implementados em Peru, Panamá, Honduras, Guatemala e Venezuela. O México também teve muitos avanços e temos uma redução da prevalência de 2006 a 2009 de 30% para 25%, graças a leis federais e a algumas leis estaduais”, acrescentou.