“A Infância de Jesus”, novo livro do papa, sairá no Natal

Bento XVI assinalou que Jesus não nasceu e apareceu em público em uma data imprecisa, mas em uma época "perfeitamente datável"

Cidade do Vaticano – Jesus Cristo nasceu em uma época determinada com precisão, no ano 15 do império de Tibério César, defende o papa Bento XVI em seu livro “A Infância de Jesus”, que chegará às livrarias próximo ao Natal, informou o Vaticano nesta terça-feira.

Em seu mais recente livro, Joseph Ratzinger ressalta no prefácio que não se trata de uma continuação, mas de “uma ante-sala” de seus dois volumes precedentes sobre a vida, morte e ressurreição de Cristo, “Jesus de Nazaré” (2007) e “Jesus de Nazaré. Da chegada a Jerusalém até à Ressurreição” (2011).

“Tentei interpretar, dialogando com exegeses do passado e do presente, o que Mateus e Lucas contam ao princípio de seus Evangelhos sobre a infância de Jesus”, assinalou o papa.

Bento XVI assinalou que Jesus não nasceu e apareceu em público em uma data imprecisa, mas em uma época “perfeitamente datável e em um ambiente geográfico perfeitamente indicado”.

“Jesus nasceu em uma época determinada com precisão. Ao início da atividade pública de Jesus, Lucas oferece uma data exata desse momento histórico: o ano 15 do império de Tiberio César. Além disso, também menciona o nome do imperador romano daquele ano e os tetrarcas da Galiléia, Iiture e Traconitide, assim como o de Abilene, e chefes sacerdotes”, detalhou Bento XVI.

O livro, a ser lançado pela editora italiana Rizzoli, que edita a obra junto à Livraria Editora Vaticana (LEV), será apresentado nesta quarta-feira na Feira Internacional do Livro de Frankfurt (Alemanha). Segundo o Vaticano, “A Infância de Jesus” será publicada em 20 idiomas, entre eles o português.


De acordo com a editora, o livro de Bento XVI está escrito com uma linguagem simples, rigorosa e valente. “Através das analises dos textos do Evangelho, o papa convida os leitores a se perguntarem: “é verdade o que se conta?”, completa a editora italiana.

O livro, que espera mostrar que o Evangelho não é uma história do passado, mas pertencente ao homem contemporâneo, analisa a Anunciação de María, o Nascimento de Cristo e a visita dos Reis Magos, assim como a pobreza do lugar do nascimento, os detalhes e etc.

Bento XVI começou a escrever “Jesus de Nazaré” no verão de 2003 e, após sua escolha como papa – em abril de 2005 -, passou a usar seu tempo vago para se dedicar ao complemento desta obra.

Em seu primeiro livro como papa, Bento XVI mostra um Jesus “real, histórico”, e afirma que Cristo é uma figura “historicamente sensata e convincente”. Já o segundo livro aborda desde a chegada de Jesus em Jerusalém até sua Ressurreição.

No complemento desta trilogia, Bento XVI assegura que a Ressurreição de Cristo é historicamente crível, que os judeus não foram os culpados por sua morte, a qual separou definitivamente a religião da política, e que a Igreja atual parece um navio em naufrágio, mas que Jesus sempre está ao seu lado.