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Última atualização 22/08/2017 - 17:20 FONTE

Títulos rebaixados em países emergentes atraem investidores

Rebaixamento de nota cria oportunidades para investidores dispostos a arriscar, com retornos que chegam a 8,6% ao ano, segundo a Bloomberg

Os investidores em mercados emergentes que fecharam bons negócios quando US$ 220 bilhões em títulos corporativos de grau de investimento foram eliminados no ano passado podem ter mais oportunidades pela frente.

Mais US$ 100 bilhões em dívidas de países em desenvolvimento enfrentam rebaixamentos para o grau especulativo neste ano em um momento em que a Moody’s Investors Service e a S&P Global Ratings adicionam aos cálculos os efeitos do choque do petróleo, segundo analistas do Barclays.

Os títulos rebaixados ao grau especulativo, os chamados anjos caídos, entregaram aos investidores retornos de 8,6 por cento neste ano, superando índices de pares dos mercados emergentes e de yields altos, segundo dados do Bank of America Merrill Lynch e da Bloomberg.

“Neste ambiente, os rebaixamentos estão criando oportunidades”, disse Anton Kerkenezov, gestor de recursos que ajuda a administrar cerca de US$ 5 bilhões em dívidas de mercados emergentes, o que inclui anjos caídos, na Aviva Investors, em Londres.

“Quando há um crédito que você sabe que é bastante estável e sólido, mas que foi punido pelas agências de classificação, você pode investir a um preço mais barato e esperar uma recuperação”.

Os títulos das empresas normalmente caem após serem transformados em créditos de grau especulativo por causa dos vendedores forçados, ou seja, gerentes de fundos cujas regras de investimento os impedem de manter dívidas abaixo do grau de investimento. Isto cria uma oportunidade de compra para quem tem permissão de manter essas dívidas.

Embora o rebaixamento da Petrobras para o grau especulativo pela S&P, em setembro, inicialmente tenha levado os yields dos títulos da petroleira a uma alta recorde, eles retornaram aos níveis pré-rebaixamento dois meses depois.

A história sugere que os anjos caídos começam a registrar um desempenho superior ao de seus pares nos dois meses após o rebaixamento, disse Badr El Moutawakil, estrategista de crédito do Barclays em Londres, por telefone, em 6 de maio.

Eles normalmente recuperam a maior parte dos prejuízos sofridos nos quatro meses anteriores, mas não todos, disse ele em uma pesquisa na qual colaborou em fevereiro.

Os retornos deste ano contrastam com os 6,9 por cento globais para as dívidas corporativas de mercados emergentes e com os 7 por cento para os pares de alto rendimento dos EUA, segundo os índices da Bloomberg.

Os investidores que buscam alternativas aos yields negativos no mundo desenvolvido são capazes de ignorar a piora dos fundamentos de crédito causada pelos preços mais baixos das commodities devido à baixa probabilidade de calote.

Na Europa, embora a S&P preveja que a taxa de calote das empresas de classificação junk subirá neste ano, elas ainda responderão por 2,4 por cento das dívidas, contra 2,1 por cento em 2015.