Quem subiu e desceu na bolsa com os resultados desta sexta-feira

CSN, HRT, BM&FBovespa entre outras companhias publicaram os balanços

São Paulo – O Ibovespa viveu mais uma sessão instável e terminou perto do zero a zero, mas já consolidando a presença abaixo dos 60 mil pontos. No ano, contudo, a bolsa ainda se segura no positivo com uma valorização de quase 5%. O dólar continua no nível de 1,96 real com a saída dos investidores estrangeiros por conta das incertezas sobre o cenário político na França e principalmente na Grécia. Confiar abaixo o comportamento das ações das principais empresas a publicar os resultados do primeiro trimestre nesta sexta-feira:

CSN (CSNA3) -3,2%

A siderúrgica registrou um lucro líquido de 93 milhões de reais, um valor 84,9% menor em relação ao mesmo período de 2011. O volume de vendas de minério de ferro caiu 17% em relação ao volume registrado no quarto trimestre de 2011, atingindo 6,6 milhões de toneladas. O braço de siderurgia da CSN, responsável por 60% do faturamento no período, registrou vendas 9% maiores no período, somando um volume de 1,3 milhões de toneladas.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado atingiu R$ 1,113 bilhão de janeiro a março, queda de 27%, e a margem Ebitda recuou 11 pontos porcentuais, para 29%. “Os negócios têm sofrido com mercados mais fracos, e enquanto acreditamos que os volumes de minério de irão melhorar e os custos cair, não vemos como esses fatores serão capazes de uma significativa melhora das margens operacionais”, explicam os analistas Edmo Chagas e Antonio Heluany. A recomendação é neutra, com um preço-alvo de 17 reais.

HRT (HRTP3) +5,63%

A petrolífera que atua na Amazônia e na Namíbia alcançou um lucro líquido de 53,3 milhões de reais no início do ano, revertendo um prejuízo de 13,8 milhões de reais no primeiro trimestre de 2011. O resultado foi influenciado pelo reconhecimento do ganho de capital na operação com a TNK-Brasil. A receita líquida chegou a 3,150 milhões de reais. As ações também subiram hoje com o anúncio de que a empresa identificou sete grandes prospectos no país africano, com potencial de recursos (não-riscados) de aproximadamente 28 bilhões de barris óleo equivalente.

“A companhia, mesmo com a ampliação da quantidade de poços perfurados na Bacia do Solimões, ainda não definiu como será feita a monetização do gás natural, hidrocarboneto de maior concentração na região. Já na operação da Namíbia, permanecem as expectativas quanto aos desdobramentos das conversas com outras companhias de petróleo sobre uma possível parceria na exploração de seus bloco”, analisa Nataniel Cezimbra, do BB Investimentos. A recomendação é de desempenho acima da média (outperform), com um preço-alvo de 900 reais.


BM&FBovespa (BVMF3) +0,49%

A controladora da maior bolsa da América Latina marcou um lucro líquido ajustado de 409,2 milhões de reais no primeiro trimestre do ano, um avanço de 6,5% na comparação com o ano anterior. A receita líquida somou 502,8 milhões de reais, acima dos 472,2 milhões de reais registrados do mesmo período de 2011. A média diária de volume de negócios em ações foi de R$ 7,2 bilhões no primeiro trimestre, crescimento de 6,3%.

“O resultado operacional da BM&FBovespa no primeiro trimestre foi muito bom e veio acima de nossas expectativas e do consenso de mercado, com LAJIDA [Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização] superior em 4,5% ao que esperávamos e 10,9% acima do consenso Bloomberg”, explica Jacqueline Lison, analista da Fator Corretora. A recomendação é de compra, com um preço-alvo de 13 reais.

Cetip (CTIP3) +1,17%

A maior central depositária de títulos privados da América Latina reportou lucro líquido de 71,4 milhões de reais no primeiro trimestre, uma expansão de 78,6% sobre o mesmo período do ano anterior. O Ebitda foi de 138,9 milhões de reais, alta de 14,2%. A receita líquida avançou 11,1% na mesma base de comparação, para 192,4 milhões de reais.

A receita bruta com títulos e valores mobiliários avançou 5% ante o trimestre anterior, mas o desempenho fraco do mercado de financiamento de veículos derrubou a receita do segmento em 7,2%. “Apesar de uma melhora na receita líquida, continuamos confiantes sobre o nome, pois o mercado de veículos deve publicar números melhores nos próximos trimestres. Reforçamos nossa visão positiva e a recomendação de compra das ações”, ressalta Leonardo Milane, estrategista para pessoas físicas do Santander. O preço-alvo é de 39 reais.