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Última atualização 18/08/2017 - 17:20 FONTE

Petróleo em NY fecha praticamente estável a US$ 101,19

Nova York – Os preços dos contratos futuros do petróleo fecharam perto da estabilidade, divididos entre a perspectiva de que a redução na atividade econômica do Japão provocará uma diminuição na demanda por combustíveis e a expectativa de aumento no consumo de derivados da commodity por usinas termelétricas japonesas.

O contrato do petróleo para abril negociado na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex) fechou em alta de US$ 0,03, ou 0,03%, a US$ 101,19 por barril, com mínima de US$ 98,47 durante a sessão. Na plataforma ICE, o contrato do petróleo tipo Brent perdeu US$ 0,17, ou 0,15%, fechando a US$ 113,67 por barril.

O terremoto de 8,9 graus que atingiu o Japão na sexta-feira danificou a infraestrutura de energia do país, terceiro maior consumidor mundial de petróleo. Seis refinarias japonesas capazes de processar juntas 1,4 milhão de barris da commodity por dia suspenderam suas operações e os três reatores da usina nuclear Daiichi, em Fukushima, podem estar prestes a sofrer um derretimento parcial, de acordo com autoridades locais.

Os problemas no Japão inicialmente pesaram sobre os preços do petróleo, visto que muitos operadores estavam apostando que os danos trazidos pelo terremoto reduziriam a demanda pela commodity. Posteriormente, no entanto, os preços do óleo para aquecimento começaram a subir e puxaram o valor do barril, com analistas argumentando que a suspensão nas operações das usinas nucleares poderia estimular as importações de diesel para a geração de eletricidade.

O contrato do óleo para calefação com entrega para abril fechou em alta de US$ 0,0348, ou 1,2%, a US$ 3,0638 por galão. “O petróleo realmente está seguindo o óleo para aquecimento e o óleo combustível”, disse o operador e analista Tom Bentz, do BNP Paribas Commodity Futures. “Com a redução na capacidade de refino e as usinas nucleares fora de operação, haverá uma demanda maior por derivados de petróleo, particularmente por diesel e combustíveis destilados”.

A tensão no Norte da África e no Oriente Médio também ficou no radar dos investidores, ainda que em segundo plano. Na Líbia, as forças contrárias ao regime de Muamar Kadafi aparentemente estão perdendo espaço, enquanto mais de mil soldados sauditas foram mobilizados para ajudar a proteger a infraestrutura petrolífera do Bahrein, em meio a protestos contra o governo local.

“Não há como ignorar o Japão, haverá um grande impacto sobre os preços do petróleo. Mas o Oriente Médio é algo que também não podemos esquecer”, disse o analista Phil Flynn, da PFG Best. As informações são da Dow Jones.