Petro: -14,8 bi; IDH estagnado…

Prejuízo da Petrobras: 71,2 bi em 3 anos

A Petrobras divulgou prejuízo de 14,8 bilhões de reais no ano passado. É o terceiro ano consecutivo de prejuízos da estatal, que apresentou um rombo recorde de 34,8 bilhões em 2015, depois de já ter perdido 21,6 bilhões em 2014. Nos três anos, o prejuízo acumulado da estatal foi de 71,2 bilhões de reais Apesar disso, a petroleira divulgou lucro de 2,5 bilhões de reais no quatro trimestre de 2016 com o aumento das exportações e com a venda de ativos. A companhia chamou a atenção para o alto endividamento e a necessidade de reduzi-lo. No final de 2016, a dívida líquida da Petrobras era de 314,12 bilhões de reais, 20% menos em comparação com o endividamento de 392 bilhões de 2015. Em dólares, a redução da dívida foi de 4%. As ações da Petrobras tiveram queda em meio ao dia ruim no mercado brasileiro: 3,17% para os papéis ordinários e 4,04% para os preferenciais. Os contratos futuros de petróleo do tipo Brent caíram 1,48% e os WTI recuaram 1,51%, agravando as perdas da petroleira.

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IDH estagnado

O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) brasileiro permaneceu estagnado em 2015, com o mesmo indicador e a mesma posição no ranking do ano anterior. O IDH brasileiro foi medido em 0,754, numa classificação que considera saúde, educação e renda da população com notas de zero a 1. O país permanece na 79a posição, segundo a pesquisa realizada com 188 países, cujo relatório foi divulgado nesta terça-feira pela ONU. É a primeira interrupção do crescimento do IDH brasileiro desde 2010, quando o dado passou a ser divulgado ano a ano. Desde 1990 o IDH brasileiro registra um crescimento de 23,4%. A parada do crescimento sinaliza alerta e estima-se que 2016 mostre nova estagnação do índice com a crise econômica e com a baixa possibilidade de melhora nas características que compõem o IDH.

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Julgamento adiado

O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) adiou para abril o julgamento de recurso do banco Itaú, que recorre de autuação da Receita Federal de multa que pode chegar a 25 bilhões de reais. A cobrança foi feita pela Fazenda em 2013, após o Fisco entender que o banco não havia pago os impostos devidos sobre a fusão do Itaú com o Unibanco em 2008. Inicialmente, o relator do processo, Luis Fabiano Alves Penteado, havia votado pelo cancelamento da autuação, por entender que o banco havia pago os tributos da fusão, mas a conselheira Eva Maria Los pediu vistas do processo, que retorna à pauta do Carf em abril. As ações do Itaú caíram 2,67%.

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Menos desembolsos

Os desembolsos do BNDES somaram 5,3 bilhões de reais em fevereiro, valor 11,7% menor do que o registrado no mesmo mês do ano passado. No primeiro bimestre deste ano, a liberação de crédito pelo banco foi 16% menor do que em 2016. Em 12 meses, foram desembolsados 86,4 bilhões de reais em crédito, um recuo de 33%. A queda no montante concedido foi mais concentrada na indústria, que recebeu 1,8 bilhão de reais, um recuo de 47%. Segundo um comunicado do BNDES, isso se deve à “capacidade ociosa da indústria, que ainda não estimula a tomada de crédito para investimentos no setor”. O BNDES espera que até o final do ano haja uma retomada do crédito com uma conjuntura econômica mais favorável.

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Licitação de Angra 3?

Segundo informou o secretário executivo do Ministério de Minas e Energia, Paulo Pedrosa, deve ocorrer em 2018 uma licitação para a retomada de obras na usina nuclear de Angra 3, da estatal Eletrobras. O secretário afirmou que, após a licitação, as obras da usina de Angra 3 devem terminar entre 2023 e 2024. Pedrosa também afirmou que o governo federal poderá flexibilizar regras para atrair mais investidores para a privatização de seis distribuidoras da Eletrobras com leilão previsto para este ano.

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Indústria segue com dificuldade

De acordo com a pesquisa Sondagem Industrial da CNI, em fevereiro o índice de evolução da produção na indústria atingiu 44,4 pontos, alta de apenas de 0,2 ponto em relação a janeiro. No mês anterior, o índice havia avançando bastante, chegando a 44,2 pontos dos 40,7 registrados em dezembro. Pela metodologia, uma taxa abaixo de 50 indica retração da produção. A capacidade instalada da indústria está estagnada desde dezembro em 63%, o que mostra ociosidade elevada no parque industrial brasileiro. Há pessimismo em relação ao emprego, cujo indicador ficou em 48 pontos. O índice de expectativas em relação à demanda registrou 54,7 pontos, o que mede a quantidade exportada ficou em 52,5 pontos e o da compra de matérias-primas em 52,2 pontos, mostrando certo otimismo dos industriais nessas áreas.