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Última atualização 17/08/2017 - 17:20 FONTE

Bancos: o porto seguro na bolsa

Lucros menores, receitas em queda, provisões contra calotes lá no alto. Este continuará sendo o cenário dos bancos brasileiros pelo menos até meados de 2017. Mas os investidores parecem não estar lá muito preocupados. Os quatro maiores bancos de capital aberto do país, Itaú, Santander, Bradesco e Banco do Brasil, já ganharam 195,4 bilhões de reais em valor de mercado este ano.

Nesta terça-feira a tendência deve se manter quando o maior banco privado do país, o Itaú Unibanco, divulga seus resultados do segundo trimestre. A expectativa é que seu lucro encolha 18% na comparação anual, para pouco mais de 5 bilhões de reais. Nada que vá interferir muito na alta de 31% de suas ações este ano, garantem analistas.

O maior exemplo da euforia com os papéis dos bancos brasileiros é o Bradesco. Na quinta-feira 28 a instituição anunciou uma queda de 7,6% no lucro trimestral e seu presidente, Luiz Carlos Trabuco, virou réu na Operação Zelotes. Os papéis do Bradesco caíram 4% com as notícias negativas no dia, mas já recuperaram quase todo o valor. O banco é o que mais ganhou valor – 77,5 bilhões de reais – dentre todas as instituições financeiras da América Latina e dos Estados Unidos, segundo levantamento da Economatica.

A alta dos bancos é explicada por um conjunto de fatores. Analistas consideram baixas as chances de que a Zelotes possa impactar nos lucros. Ela nem entra na conta, portanto. Além disso, a perspectiva econômica para o Brasil melhora a cada dia. E alvos naturais dos investidores, como Vale e Petrobras, têm muitos problemas a resolver. Elas são, hoje, investimentos pouco seguros. Quem tem dinheiro para apostar na melhora do país na bolsa, portanto, acaba correndo para os bancos. “Apesar do lucro dos bancos estar caindo, eles não são um investimento arriscado”, diz Paulo Figueiredo, diretor de operações da FN Capital. Para quem está acostumado ao vai-e-vem da economia brasileira, soa como música.