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O chefe regional para América Latina e Caribe da Nyse Euronext, Alex Ibrahim
Por que o Banco do Brasil possui um valor de mercado inferior ao de bancos com um volume menor de ativos, como o Itaú Unibanco, o Bradesco e o Santander? O que leva a CSN e a Gerdau a serem negociadas com um prêmio em relação à Usiminas? E qual o motivo de a Gafisa ter ações mais líquidas que concorrentes de porte parecido como a MRV e a Rossi?
Os analistas podem apresentar várias respostas para as três perguntas, mas para o chefe regional para América Latina e Caribe da Nyse Euronext, Alex Ibrahim, o fato de os bancos privados, a CSN, a Gerdau e a Gafisa terem ações negociadas na Bolsa de Nova York explica muita coisa.
Ibrahim é o responsável da bolsa americana por procurar e convencer empresas com ações em bolsas da América Latina a listar papéis também nos Estados Unidos. "Se uma empresa quer ter mais acionistas, maior diversificação e um prêmio em suas cotações, precisa estar presente no mercado americano", diz ele.
A Aracruz foi a primeira empresa brasileira a ter ADRs (recibos de ações de empresas estrangeiras negociados nos Estados Unidos) negociadas na bolsa americana. Quinze anos depois da iniciativa pioneira da fabricante de celulose, já são 30 as empresas brasileiras que possuem papéis na Nyse.
O volume de negócios gerados por essas empresas impressiona. O giro médio dessas companhias alcança 2,7 bilhões de dólares por dia - quase o mesmo montante de dinheiro que circula em toda a Bovespa num pregão. Cerca de 65% do volume de negócios gerado por essas 30 empresas vem dos EUA. A Vale e a Petrobras já figuram entre as 35 companhias com mais liquidez da Bolsa de Nova York. As companhias brasileiras só perdem para as americanas em valores movimentados no pregão nova-iorquino. (Continua)
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