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São Paulo – As ações da Vale operam em queda nesta quinta-feira após a maior produtora de minério de ferro do mundo ter apresentado um balanço do segundo trimestre na véspera que decepcionou o mercado. “Não há muito a comemorar nos resultados financeiros”, resume o analista Jonathan Brandt, do HSBC. Na mínima do dia, os papéis ordinários (VALE3) tinham queda de 2,55% e os preferenciais de classe A (VALE5) uma desvalorização de 3,4%. Eram as maiores baixas do Ibovespa no dia.
O lucro líquido no período ficou em 5,314 bilhões de reais, uma queda de 48% na comparação com o registrado um ano antes e de 21% sobre o primeiro trimestre. “Os números vieram pressionados por preços menores das commodities, que compensaram parcialmente os ganhos em volume de minério de ferro e os baixos custos alcançados pela depreciação do dólar”, explica Marcos Assumpção, analista do Itaú BBA, em relatório.
A geração de caixa (Ebitda – lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ficou em 10,095 bilhões de reais, 30,3% abaixo do visto no mesmo período de 2011 e 14,8% acima do registrado no início do ano. Os números ficaram abaixo do esperado pelo mercado. Os papéis da Bradespar (BRAP4), uma das maiores acionistas da mineradora, também caem. No pior momento do dia, as ações tinham uma baixa de 4,2%.
O JP Morgan reduziu de 29 dólares para 24,5 dólares o preço-alvo por ADR (American Depositary Receipts - negociadas em Nova York) representativa das ações ordinárias e manteve a recomendação em overweight (alocação acima da média do mercado). O Bank of America Merrill Lynch cortou a estimativa para as ADRs ordinárias e preferenciais em 11%, para 24 dólares. A recomendação continua em compra. As informações são da Reuters.
Nova realidade
Para Victor Penna, analista do BB Investimentos, a queda nos preços de praticamente todos os produtos comercializados pela Vale faz parte da “nova realidade” que a empresa irá enfrentar nos próximos trimestres. “Apesar de permanecermos confiantes com relação à continuidade da China como o maior importador mundial de commodities, em especial o minério de ferro, as incertezas macroeconômicas e o respectivo arrefecimento de grandes economias tende a limitar o desempenho da indústria e o consumo de aço global”, explica.
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