São Paulo - Maiores receitas com a unidade de títulos e um rígido controle de despesas fizeram a Cetip ter lucro maior no quarto trimestre, compensando o fraco desempenho do segmento de financiamentos, dado a crise no setor automobilístico.

A maior central de custódia e depositária de títulos e valores mobiliários da América Latina anunciou nesta quinta-feira que seu lucro líquido de outubro a dezembro somou 128 milhões de reais, alta de 8,9 por cento sobre um ano antes.

O resultado operacional da companhia medido pelo Ebitda (lucro antes de impostos, juros amortização e depreciação, na sigla em inglês), foi de 199,5 milhões de reais, alta de 10,1 por cento ante mesma etapa de 2014.

Em bases ajustadas, que excluem fatores não recorrentes, o lucro foi de 159,4 milhões de reais, alta anual de 6,3 por cento, enquanto o Ebitda ajustado cresceu 10,4 por cento, para 204,4 milhões de reais.

"O resultado foi ajudado pela área de títulos e do efeito de maior taxa de juros", disse à Reuters o diretor financeiro, corporativo e de relações com investidores da Cetip, Willy Jordan.

A receita líquida da companhia somou 293 milhões no período, montante 7,9 por cento superior ao de um ano antes. Em termos de faturamento bruto, a unidade de títulos teve resultado 20,2 por cento maior, a 251,1 milhões de reais, beneficiada por maiores volumes de transações (+22,5 por cento) e do estoque de ativos em custódia (+37,8 por cento).

Já a unidade de financiamentos teve queda de 12,8 por cento no faturamento bruto, para 104,2 milhões de reais, refletindo o fraco desempenho das vendas e financiamentos de veículos.

A companhia teve resultado financeiro líquido positivo de 11,7 milhões de reais, ante negativo de 29,9 milhões de reais um ano antes.

Na comparação com o quarto trimestre de 2014, as despesas operacionais ajustadas cresceram 2,6 por cento, bem abaixo da inflação no período.

Jordan evitou dar mais detalhes sobre a proposta melhorada de compra da Cetip feita pela BM&FBovespa.

O Conselho da Cetip rejeitou na véspera os termos da oferta de união, mas autorizou assessores financeiros e consultores legais a iniciar discussões sobre a operação proposta pela bolsa.

Em fevereiro, a BM&FBovespa elevou a proposta para 41 reais por ação, ante oferta anterior de 39 reais por papel.

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