São Paulo - As ações da companhia aérea Gol (GOLL4) despencaram quase 10% nesta quarta-feira (30) e chegaram a ser negociadas em leilão na Bovespa.

O tombo veio após a empresa divulgar seu pior prejuízo da história em 2015, de R$ 4,29 bilhões. Apenas no último trimestre do ano passado, a perda da Gol chegou a R$ 1,13 bilhão. 

A ação da companhia aérea fechou o dia com desvalorização de 9,48%, para R$ 2,96 cada uma. Na mínima da sessão, o papel chegou a R$ 2,95 (-9,79%). Mesmo assim, a ação da Gol ainda acumula ganho em torno de 28% no mês e de 17,5% em 2016.

Já o Ibovespa encerrou o pregão perto da estabilidade, com leve alta de 0,18%, aos 51.249 pontos. O índice chegou a subir mais de 2% ao longo do dia, ampliando o ganho acumulado em março para perto de 22%, e se aproximando de seu melhor mês desde dezembro de 1999.

No geral, o resultado da Gol ficou abaixo do esperado por analistas, pressionado pelo aumento nos custos e pela taxa de câmbio no período.

Eles ressaltaram positivamente as recentes medidas tomadas pela empresa para melhorar seu balanço, mas ainda esperam por desempenho fraco em 2016.

O presidente-executivo da Gol, Paulo Kakinoff, disse hoje em teleconferência que a companhia aérea não enfrenta risco de insolvência no curto prazo e ressaltou que a empresa está buscando renegociar suas dívidas.

Texto atualizado às 17h30.

Tópicos: Ações, Balanços, Bolsas de valores, Bolsas, Companhias aéreas, Gol, Aviação, Empresas, Setor de transporte, Empresas brasileiras, Serviços, Prejuízo, Resultado, Gestão