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Comercial da Nextel: o desaquecimento do setor de telefonia móvel leva à busca de retornos maiores entre frigoríficos e fabricantes de papel e celulose
Nova York/Cidade do México - Investidores do mercado de renda fixa estão se desfazendo como nunca dos papéis da NII Holdings Inc., dona da Nextel no Brasil. O desaquecimento do setor de telefonia móvel leva à busca de retornos maiores entre frigoríficos e fabricantes de papel e celulose.
Os títulos em dólar da empresa americana, que tem a maior parte de sua receita originada no Brasil, acumularam uma perda de 13,3 por cento nos últimos 30 dias, segundo dados compilados pela Bloomberg. Isso se compara a uma valorização de 6,17 por cento para os papéis de vencimento similar do frigorífico Minerva SA e de 3,51 por cento para a Fibria Celulose SA. No mesmo período, os títulos de mercados emergentes que, assim como os da NII, têm classificação abaixo do grau de investimento, acumularam um ganho médio de 2,16 por cento.
Enquanto empresas de telefonia móvel no país tentam conter a queda dos lucros, Minerva e Fibria se beneficiam da desvalorização de 19,4 por cento do real nos últimos 12 meses, que eleva o valor das exportações. Os custos de captação da NII dispararam para o nível recorde de 13,89 por cento após as reduções de preços para evitar a perda de clientes levarem a uma baixa de 56 por cento no lucro do segundo trimestre.
“Se você quer exposição ao Brasil, outras empresas oferecem valor melhor”, disse Christina Ronac, analista de dívida de mercados emergentes na Gleacher & Co. em Nova York, em entrevista por telefone. “Eles não têm um produto que seja competitivo agora.”
Tim Perrott, assessor de imprensa da NII, não respondeu aos pedidos de comentários.
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