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Bolsas | 10/02/2012 08:27

Semana fecha com pauta intensa e mercados cautelosos

No exterior, o acordo na Grécia não eliminou o ceticismo nos mercados globais sobre o risco de um default desordenado do país

Paula Laier, da
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Getty Images

Bolsa de Frankfurt

Bolsa de Frankfurt

São Paulo - O quadro externo permanece no radar dos investidores do mercado financeiro brasileiro nesta sexta-feira, mas a pauta local também merece atenções, principalmente pela manhã. A agenda inclui a divulgação do IPCA de janeiro e de dados atualizados sobre as operações de crédito no país, apresentados pelo diretor de Política Econômica do Banco Central, Carlos Hamilton Araújo.

Ainda, após paralisações na Bahia, a decisão de policiais, bombeiros e agentes penitenciários do Rio de Janeiro de entrar em greve por reajustes salariais não deve passar em branco nas mesas de negociação. Também ficaram para esta sessão repercussões de notícias da cena corporativa conhecidas na véspera, após o fechamento dos mercados, com a Petrobras em destaque após queda no lucro do quarto trimestre e anúncio de uma licitação de sondas bilionária. A decisão da Brasil Foods de incorporar a Sadia também deve ser analisada.

No exterior, o acordo na Grécia não eliminou o ceticismo nos mercados globais sobre o risco de um default desordenado do país, com os ministros de Finanças da zona do euro exigindo mais ações e alertando que não haverá aprovação imediata de um novo resgate financeiro enquanto Atenas não se garantir.

O presidente do Eurogroup, Jean-Claude Juncker, afirmou na quinta-feira que o parlamento grego deve ratificar o plano de reformas e austeridade quando se reunir no domingo e mais 325 milhões de euros em reduções de gastos necessários para ele ser reconhecido na próxima quarta-feira, quando ministros de Finanças da região devem voltar a se reunir. Juncker ainda exigiu garantias políticas fortes dos líderes dos partidos de coalizão quanto à implementação do programa.

"Em resumo, nenhum desembolso antes da implementação", disse ele em uma coletiva de imprensa em Bruxelas. Em paralelo, dados fracos sobre o comércio externo chinês amparavam preocupações sobre a demanda global, corroborando um viés mais defensivo nas operações.

As exportações na China recuaram 0,5 por cento em termos anuais em janeiro e as importações despencaram 15,3 por cento, ante acréscimos de 13,4 por cento e 11,8 por cento em dezembro, respectivamente, segundo dados da Administração Geral das Alfândegas do país. Economistas ouvidos pela Reuters esperavam crescimento de 4,8 por cento nos embarques e de 0,5 por cento das importações.

Às 7h30, o índice europeu FTSEurofirst 300 recuava 0,54 por cento e o futuro do norte-americano S&P 500 cedia 0,52 por cento - 7 pontos. A agenda nos Estados Unidos conta com discurso do chairman do Federal Reserve, além de indicadores econômicos. O MSCI para ações globais caía 0,52 por cento e para emergentes, 1,15 por cento.

O MSCI de ações da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão verificava decréscimo de 1,55 por cento. Em Tóquio, o Nikkei fechou em baixa de 0,61 por cento. O índice da bolsa de Xangai terminou com elevação de 0,10 por cento. Entre as moedas, o euro depreciava-se 0,08 por cento, a 1,3275 dólar, o que influenciava a alta de 0,12 por cento do índice DXY, que mede o valor do dólar ante uma cesta com as principais divisas globais. Em relação ao iene, o dólar oscilava ao redor da estabilidade, a 77,70 ienes. No caso das commodities, o petróleo do tipo Brent declinava 0,69 por cento em Londres, a 117,77 dólares, enquanto o barril negociado nas operações eletrônicas em Nova York perdia 0,7 por cento, a 99,14 dólares.

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