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Investidores de alta frequência são apontados como os responsáveis por quedas abruptas nas bolsas
São Paulo – O regulador do mercado de capitais americano quer correr atrás dos investidores que operam com robôs em uma velocidade que chega ao microssegundo. A ideia é contratar pessoas que trabalham no setor para ajudar a criar maneiras para fiscalizar e tentar prevenir eventos como o “flash crash”, que ocorreu em 6 de maio de 2010.
Naquele dia, durante vinte minutos, as telas de negociações revelavam um cenário inacreditável. Os principais índices de ações passaram a despencar de um segundo para o outro. No Brasil não foi diferente. Por aqui, o índice Bovespa chegou a cair 6,38%. Até hoje, as causas do pânico não foram esclarecidas.
Quem trabalha com as operações de alta frequência, contudo, sabe que mini “crashes” ocorrem todos os dias. O Escritório de Análises e Pesquisa, grupo criado sob o Departamento de Operações e Mercados da SEC (Securities and Exchange Commission), já está em busca de seis profissionais com conhecimento de matemática e mercados financeiros para formar a equipe, revela o site da revista Traders Magazine.
A ideia é examinar os dados de um evento como o “flash crash” para reconstruí-lo, buscar as suas causas e aperfeiçoar as estrutura de mercado.
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