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A Petrobrás seu primeiro resultado negativo em 13 anos levando a forte queda em suas ações
São Paulo - Após uma semana de mercados movimentados com a expectativa (e posteriores frustrações) das decisões das reuniões do Banco Central Americano (Federal Reserve, o Fed) e do Banco Central Europeu (BCE), a bolsa de valores de São Paulo fechou a semana passada em alta de 3,12%.
O otimismo foi gerado pelas promessas do presidente do BCE, Mario Draghi, de possíveis ações políticas para enfrentar o que ele chamou de distorção na formação de preços nos mercados de títulos nos países da zona do euro. No entanto, para o economista-chefe da Gradual Investimentos, André Perfeito, a reação eufórica dos mercados se baseia apenas em expectativas, visto que o uso dos dois instrumentos de estabilização financeira na Europa precisam ser liberados pelos países membros.
Na semana passada, o BCE reforçou que poderia retomar a sua atuação nos mercados de dívida, mas que para isso primeiro os governos precisam recorrer ao fundo europeu de resgate (FEEF), aceitando condições severas em acordo com as diretrizes estabelecidas. Além da compra de títulos secundários, o BCE pode atuar também reduzindo os juros que hoje estão na mínima histórica de 0,75%. “Levando em conta que a Suprema Corte alemã ainda está avaliando a constitucionalidade desses instrumentos, isto ainda pode demorar”, afirmou Perfeito em relatório.
O economista lembra que apesar de real, a alta do Ibovespa precisa ser encarada com cautela. O prejuízo histórico da Petrobras anunciado na sexta-feira, após o fechamento do pregão, é exemplo disso. A gigante brasileira apresentou um prejuízo líquido de 1,346 bilhão de reais entre abril e junho de 2012, primeiro resultado negativo em 13 anos. Era projetado um lucro por ação de cerca de R$0,24, mas na realidade veio um decepcionante prejuízo de R$0,11. Hoje, os papeis da Petrobras sofrem forte queda, chegando a mais de 5%, na mínima do dia.
André ainda destaca que, no cenário global, a aversão ao risco predomina e não dá sinais de mudança. “Os yields dos títulos do Tesouro americano para 10 anos, por exemplo, permanecem em valores extremamente baixos”, diz. Os títulos do tesouro americano são classificados como o investimento mais seguro, e seu baixo rendimento evidencia o desconforto dos investidores com a situação mundial.
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